É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI
Enviada em 22/04/2021
Por todo o decorrer da história, o gênero feminino foi oprimido, e as mulheres brasileiras não foram exceção. A imposição de um papel a mulher na sociedade, indigno de ter as mesmas oportunidades e ocupar os mesmo espaços que os homens e sujeito a ataques físicos e verbais é existente desde os primórdios da história do país, e com o surgimento do feminismo, a luta para reverter esse cenário vem crescendo. É possível citar muitas conquistas como direito à educação e ao voto, no final do século XIX e começo do século XX , porém a igualdade ainda está longe de ser alcançada.Há ainda, muitos desafios a serem resolvidos como a cultura do machismo e a diferença salarial, para que a igualdade de gênero no Brasil chegue mais perto da sua garantia.
Como citado anteriormente, a nação brasileira é historicamente machista. Entretanto, ainda na atualidade, o machismo se faz presente em várias situações no dia a dia da sociedade brasileira,gerando uma grande dificuldade de serem aprovadas, mudanças que visem a proteção feminina.Esse conceito encontra respaldo em uma citação de Simone Beauvoir :“ A humanidade é masculina, e o homem define a mulher não em si, mas relativamente a ele; ela não é considerada um ser autônomo”. Tal pensamento é refletido no atual cenário brasileiro, onde a difusão desta cultura traz resultados como injustiças no ambiente de trabalho ,prestações de queixas feitas por mulheres que são invalidadas, ou constante desaprovação de leis em favor destas no congresso, que tem sua maioria constituída por homens.
Partindo dessa realidade, cabe ressaltar um dos maiores reflexos da cultura sexista no Brasil, a desigualdade salarial. A problemática é extensa, sendo o país não só um dos que apresenta uma das maiores diferenças salariais do mundo, mas também tendo grande risco de aumento dessa disparidade. Há dez anos atrás, no Fórum Econômico Mundial, o Brasil se encontrava em 67º posição no ranking de igualdade salarial, e hoje se encontra em 91º, atrás dos outros dezessete países latino-americanos. Apesar de grande parcela da população apoiar argumentos que justificam esse contexto, como a gravidez ou a dupla jornada, por exemplo, existem exemplos de países que caminham para cada vez mais perto da igualdade e provam que esta é possível, como a Islândia, que ocupa o topo do ranking juntamente com outras nações escandinavas.
Torna-se evidente, então, que medidas precisam ser tomadas para que aconteça melhora nesse quadro. Portanto, cabe ao estado, criar um projeto de lei que vise a obrigação do pagamento igualitário a funcionários do mesmo cargo em empresas e instituições, e apresente punição em forma de multas a diferenciação deste por outro motivo a não ser a posição no emprego.É necessário também, que o Ministério de Educação forneça na agenda das matérias escolares, o aprendizado sobre os direitos das mulheres, garantindo que nos livros didáticos destinados às escolas públicas, haja ensinamento sobre a história e a importância dessa luta no Brasil. Com tais ações, espera-se que o índice desigualdade salarial no país diminua, bem como que a próxima geração de cidadãos mentalize a cultura da equidade.