É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 08/06/2021

O livro “Eu Sou Malala” aborda a história da jovem ativista paquistanesa que sofreu um atentado ainda na adolescência por insistir em estudar num País que isso é negado para as mulheres. A jovem é reconhecida mundialmente pelo seu combate à opressão. Atualmente, mesmo com muitos espaços e direitos conquistados ao longo da história, ainda há muita rivalidade entre as mulheres. Dessa forma, a fim de buscar medidas contra esse desafio, fica evidente que os padrões impostos pela mídia e o machismo impreguinado na sociedade apresentam-se como entraves alarmantes para a resolução do problema.

É necessário analisar, sob esse viés, o papel das mídias sociais como um causador da rivalidade feminina. As indústrias midiáticas idealizam um perfil nas redes sociais que padroniza a imagem da mulher. De acordo com o filósofo grego Platão, “a beleza é algo que existe em si, é objetiva”, ou seja, segundo a teoria Platônica, a beleza seria uma forma ideal que substituiria por si mesma como modelo. Nesse sentido, é de suma importância que algo seja feito para impedir que as massas midiáticas manipulem milhares de mulheres.

Cabe ressaltar, outrossim, que o machismo é algo que contribui para que um gênero seja mais favorecido que o outro. Diante disso, percebe-se que de acordo com o IBGE, as mulheres receberam 77,7% do salário dos homens em 2019. A Constituição Federal assegura, em seu artigo 3, a igualdade entre homens e mulheres em seus direitos e obrigações. Porém, o estigma do sexo frágil, a diferença salarial, e o machismo a que são submetidas, fazem parte do cotidiano de muitas mulheres.

Sendo assim, é de extrema importância que essa adversidade seja resolvida. Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir a desigualdade de gênero. Portanto, o Governo deve aplicar as leis existentes que viabilizam a proteção da mulher, de modo que as pessoas que realizarem o ato, sejam punidos de acordo com a legislação. Além disso, cabe ao Ministério da educação criar palestras nas escolas, a fim de instaurar diálogos, para que dessa forma, as jovens conheçam seus direitos e lutem em conjunto. Aderindo à ideia de Malala e fazendo a educação um agente transformador.