É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI
Enviada em 13/07/2021
De 1994, em um dos episódios da série “Emergency Room”, um paciente dá entrada no pronto socorro de Chicago, mas se recusa a ser tratado pelas médicas, pois pensam que elas não são tão boas profissionais quanto os homens. De maneira análoga, hodiernamente, tal pensamento de que a mulher é inferior ainda se mostra presente na sociedade, o que promove a grande desigualdade de gênero. Nesse sentido, em razão de reflexos históricos e de uma inoperância estatal, emerge um problema complexo — o qual precisa ser revertido urgentemente.
Diante desse cenário, vale destacar que uma historiografia machista reflete, diretamente, na atual conduta social. Sob esse ângulo, consoante os estudos da Sociologia, o reconhecimento da cidadania é buscado por diversos grupos há séculos. Sendo assim, ao se observar que as mulheres só tiveram sua participação como cidadã — bastante restrita até hoje — após a Revolução Francesa, já a dos homens desde o século 4 a.C, nota-se que, consequentemente, a ideia de o feminino ser frágil é algo que, por perdurar há séculos, está enraizada na sociedade. Logo, é mais que necessária a atuação do movimento feminista para quebrar esse esteriótipo, o qual causa sérios obstáculos na vida de muitas brasileiras, como a não equiparação salarial, o feminicídio e o machismo estrutural.
Ademais, é importante salientar que a falta de controle operacional das leis governamentais é outro grave fator à tóxica hierarquia dos sexos. À vista disso, conforme a Constituição federal de 1988, em seu artigo 5º, todo ser humano é igual perante a lei. Entretanto, ao se analisar a situação de muitas mulheres, nota-se que esse belo contexto só existe na teoria, uma vez que, na prática, casos como o de Pamella Holanda, que sofreu violência doméstica pelo seu marido DJ Ivis — o qual não foi preso — estão longe de ser excessões. Com isso, é nítido que a impunidade criminal é um forte retrocesso e causa um dos mais graves impasses: a desigualdade entre homens e mulheres.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação, enquanto regulador das práticas educacionais do país, organize um projeto pedagógio, o qual aborde sobre a importante participação das mulheres na construção histórica da humanidade, a fim de tornar as futuras gerações mais empáticas. Diante disso, tal plano deve ocorrer por meio de trabalhos sobre a atuação de grandes nomes femininos, como o de Olympe de Gouges — uma das pioneiras da Revolução Francesa. Por sua vez, os 3 Poderes, os quais tem papel fundamental na criação, aplicação e organização das leis, precisa, de fato, fazer o seu trabalho, por intermédio de punições mais severas àqueles que agridem mulheres, por exemplo, o próprio DJ Ivis, com o intuito de extinguir a impunidade para os agressores. Dessa forma, espera-se alcançar a igualdade de gênero no século XXI.