É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI
Enviada em 24/08/2021
Em seu livro “O segundo sexo”, Simone Beauvoir faz menção à sua ilustre frase: “não se nasce mulher, torna-se”, evidenciando as construções sociais existentes por trás de tais indivíduos. Por conseguinte, mesmo com os avanços do movimento feminista, o qual tenta barrar tais ideias expostas pela francesa, a desigualdade de gênero ainda se faz longe do século XXI, sendo motivada pelo sistema patriarcal adotado pelas sociedades contemporâneas e pela falta de representatividade. Dessa forma, faz-se necessário a tomada de medidas que resolvam a situação evidenciada.
Diante deste cenário, sabe-se que a imposição social sob indivíduos do sexo feminino se faz veemente presente no cotidiano popular. É deploravelmente perceptível a assimetria de tratamento entre os dois gêneros, dentre os quais pode se citar a disparidade no mercado de trabalho, no qual, mesmo possuindo maior qualificação, mulheres seguem recebendo menos que homens, embora ocupem os mesmos cargos. Assim como exposto por Taylor Swift em sua música The Man, na qual o sexo masculino sempre receberá as melhores oportunidades, e isso se dá devido a uma concepção social de que estes seriam mais capazes, sob pena de menosprezamento feminina e reprodução de ideais machistas. Diante disso, entende-se que há a necessidade de quebra de tais convicções.
Ademais, a falta de espaços dedicados a mulheres inviabiliza a busca pela igualdade de gênero. Incontestavelmente houve a conquista de posições por estas no decorrer da história, porém, eles ainda se fazem pouco expressivos, exemplificando, a Câmara de Deputados brasileira conta com cerca de 11% de ocupação feminina, contra 89% masculina, fato o qual inviabiliza a implementação de medidas que visem à equiparação entre estes. Esta lacuna criada se torna um obstáculo, pois ao não se verem representadas, cada vez mais será visto a decadência de sua participação, principalmente no ambiente político, dando brecha para a repressão. Por isso, entende-se que há a necessidade de que haja a instigação destas para que não percam seu lugar na sociedade.
Torna-se necessário, portanto, afim de se consagrar a igualdade de gêneros, a tomada de medidas por maiores instâncias, como o Governo Federal, em parceria com ONG’s, que visem a disseminação de conhecimento de práticas e atos que impossibilitem o avanço da conquista de direitos por meio de debates em escolas e ambientes públicos, assim como a criação de novas leis que exijam a garantia de uma porcentagem maior de mulheres ocupando altos cargos, tal como a conscientização acerca da desigualdade. Para que, dessa forma, a imprescindível busca por igualdade de gênero possa ter fim, e uma vez conquistada, o segundo sexo pontuado por Simone Beauvoir passe a se equiparar com o primeiro.