É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 16/11/2021

Segundo a Constituição Federal de 1988, em seu artigo sétimo, todos os indivíduos são iguais perante a lei e dignos de mesmo tratamento. Entretanto, no Brasil, infelizmente, tal direito não é legitimado, pois há uma discrepância de oportunidades entre os gêneros. Visto isso, é possível inferir que a discriminação do sexo femino e a falta de acesso aos próprios direitos são, respectivamente, causa e consequência desse entrave.

Em primeiro plano, é importante discorrer sobre a desigualdade de gênero. No documentário “Mulheres negras: Projetos de mundo”, diversas mulheres relatam sobre a dificuldade que têm de serem contratadas, principalmente por serem negras. Tais relatos deixam clara a aversão do mercado de trabalho pelas mulheres, que, muitas vezes, são taxadas de frágeis e geradoras de baixo rendimento - posicionamento esse, que vai de encontro à Carta Magna brasileira-, ou seja, não conferindo-lhes o devido tratamento. Dessa forma, é inadmissível que dado tipo de discriminação permaneça recorrente em pleno século XXI.

Ademais, é válido pontuar as consequências do impasse. De acordo com uma matéria do jornal “New York Times", mulheres são mais rejeitadas no ingresso a universidades e, embora sejam maior número, ocupam menos espaço em cargos de liderança. Com isso, evidencia-se a predominância masculina em diversas áreas sociais e nenhuma política pública vigente que vise a resolução dessa desproporcionalidade. Outrossim, invisibiliza as qualidades femininas no âmbito social, o que inviabiliza sua adesão no mercado de trabalho, ao reforçar os estereótipos pejorativos que contribuem para a perpetuação dessa adversidade. Em suma, urgem-se intervenções para mudar essa realidade.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, equilibrar o acesso à educação e emprego entre os gêneros em universidades e empresas. Para isso, a lei tornará obrigatória a oferta de vagas, proporcionalmente, ao número de candidatos de ambos os sexos. É importante, também, utilizar os veículos midiáticos para divulgar documentários informativos sobre a disparidade de gêneros. Somente assim, o Brasil tornar-se-á um país mais igualitário.