É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 11/08/2023

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, padronizada pela ausência de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto disso, uma vez que, em pleno século XXI, a igualdade de gênero ainda não é garantida, apresentando barreiras, que dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de empenho governamental efetivo, quanto do machismo estrutural. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Inicialmente, é fulcral pontuar que a desigualdade de gênero deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a desigualdade de gênero continua alarmante no país, com um salário feminino 21% menor que o dos homens, segundo o Dieese. Desse modo, faz-se mister a reformulção dessa postura estatal.

Ademais, é imperativo ressaltar o machismo estrutural como promotor do problema. De acordo com o PoderData, 83% da população brasileira considera o Brasil um país machista. Partindo desse pressuposto, fica evidente que essa questão está enraizada na sociedade, sendo muito presente desde a colonização, que além da escravidão, também tinha o patriarcado como forte característica, ocasionando a normalização desse comportamento na atualidade. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a cultura machista contribui para perpetuação desse quadro deletério.

Assim, é necessário conter o avanço da problemática na sociedade. Dessarte, com o intuito de mitigar a desigualdade de gênero, necessita-se, que o Governo Federal direcione capital, por intermédio do MDH, para a estruturação de campanhas de conscientização em escolas e empresas, mostrando que o gênero não pode interferir na forma de tratamento e na valorização de uma pessoa. Desse modo, o impacto da desigualdade será atenuado, alcançando a Utopia de More.