É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 09/09/2019

“Doce vingança” filme de Steven R. Monroe, retrata um dos piores palcos de estupro coletivo, humilhações e torturas, vivenciados por uma escritora estadunidense.Não distante da ficção, situações como essa se faz presente na vida de muitas mulheres no Brasil, visto que, o silêncio por parte das vítimas e a morosidade do estado impossibilita a punição desses crimes sexuais, transformando assim a cultura do estupro em algo trivial. Nessa perspectiva, são necessárias medidas que possam minimizar os impactos desse cenário na sociedade.

Em primeiro plano, cabe analisar, o hábito de silenciar o abuso sofrido por parte das vítimas devido o medo e o constrangimento de denunciar. Segundo o Fórum Brasileiro De Segurança pública são cerca de 50 mil pessoas são estupradas no Brasil e esses dados representam apenas 10% dos casos ocorridos. Nesse contexto, a falta de denuncia tem sido o principal impulsionador do problema, pois, dificulta a prisão dos estupradores por parte do poder público.

Ademais, vale ressaltar a falta de comprometimento do estado nas investigações. Contudo, essa realidade reflete em mais de 80% dos estupradores livres, segundo o jornal espanhol El Pais. Diante do exposto, pode se afirmar que esse é o reflexo de um  sistema de segurança pública ineficiente que, não toma as medidas necessárias para controlar a situação.

Infere-se, portanto, que ainda há meios para garantir a solidificação de politicas que, visem a construção de um mundo melhor. Dessa forma cabe ao governo federal por meio da secretaria de segurança pública, intensificar as investigações para resolver todos os casos de estupro através da prisão dos acusados. Além disso é imprescindível discutir essa problemática mediante a criação de campanhas publicitarias e programas de debates com objetivo de estimular a sociedade a não ser conivente com a cultura do estupro tratando o assunto como algo trivial. Só assim, esses desafios serão superados de imediato