É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 12/09/2019

A medicina define pandemia como " uma doença amplamente disseminada." Em vista disso, percebe-se que a prática do estrupo tem se comportado como uma autêntica pandemia, que contamina e prejudica a vida de milhares de indivíduos. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse problema.

Nesse contexto, segundo o filósofo Frederick Angel " O ser humano é influenciado pelo tempo e horizonte em que vive." Nesse âmbito, nota-se que a cultura do estupro tem influenciado a sociedade de forma negativa. A exemplo disso, consoante pesquisas realizadas pelo Datafolha, no Brasil, a  violência sexual atormentam a maioria das mulheres e 49% delas já sofreram desse mal, sendo nas ruas e nos transportes públicos os principais locais desses fatos. Dessa maneira, faz-se urgente a formulação de uma ação para combater esse hábito.

Outrossim, condizente com o filósofo grego Aristóteles, a política  deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que 51%, das jovens brasileiras entre 14 e 21 anos convivem diariamente com o medo de ser assediadas, concordante estudo realizado pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid. Dessa forma, atitudes relacionadas a educação e ao respeito ao próximo são indispensáveis.

Portanto, medidas são cruciais para superar essa realidade. Em primeiro plano, o Ministério da Educação junto com as escolas devem instituir por meio de aulas ministradas por Psicólogos, voltada para os jovens com o objetivo de educá-los sobre o assunto desde cedo, para que compreendam a gravidade da cultura do estrupo. Em segundo plano, veículos midiáticos podem divulgar situações, de modo a conscientizar os cidadãos e, ainda, instruí-los a buscar os seus direitos, quando se sentirem vítimas dessa prática. Uma mudança é necessária, posteriormente, é preciso um início para combater essa pandemia.