É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 09/10/2019
Estatísticas levantadas recentes apontam que, a cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil, ao passo que Brasil. Igualmente, 58% das pessoas entrevistadas nessa mesma pesquisa acreditam que a vítima teve uma parcela de culpa. “O que ela estava fazendo na rua a essa hora?”, “Usando uma saia curta dessas, não poderia ser de outro jeito!”, “Ele é homem, não controla seus instintos”. Não faltam desculpas para legitimar e justificar o crime, sendo todas sem base e machistas.
Esse tipo de violência, muitas vezes, não tem nada a ver relação com a natureza masculina ou com necessidades sexuais mal administradas, mas está ligado ao pensamento de que a mulher é um objeto a ser consumido e dominado, um aspecto fundamental da cultura do estupro. Essa concepção faz parte da formação do indivíduo nessa sociedade desigual. O garoto, desde a pré-adolescência, é incentivado a se relacionar com o máximo de garotas e tratá-las como uma mercadoria, e é aplaudido quando atinge essa meta. A garota, em contrapartida, aprende que “menina deve ter modos” e que não pode namorar muitos rapazes, a se vestir de determinada forma ou a não frequentar certos lugares, sob a pena de ser taxada de vagabunda.
Sendo assim, a chave para mudar esse quadro é a educação, que tem o dever de ensinar que ambos os sexos são iguais, que todos merecem respeito e que o não da moça na balada não é charme, mas representa sua voz e seu direito de escolha.