É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 10/10/2019
No mês de maio deste ano, ocorreu um crime bárbaro que chocou o Brasil provocando as mais diversas manifestações de indignação: o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro foi o principal assunto de várias manchetes brasileiras.
Não só o corpo da vítima foi violado por 33 homens como imagens do ato foram registradas e divulgadas nas redes sociais pelos próprios criminosos. Como se não bastasse ter sofrido essa violência, ela foi culpabilizada por muitos através das redes sociais, recebeu milhares de críticas e ameaças de morte vindas de pessoas do país inteiro. É por conta desse tipo de reação que grande parte das vítimas não denuncia os estupros e outros tipos de violência que sofre.
Independentemente do comportamento e da aparência, seja garota de programa, seja promíscua, esteja bêbada, esteja sozinha com vários homens em um quarto, nada, absolutamente nada vai justificar uma violência. Infelizmente, quando um estupro acontece, a primeira coisa que passa pela cabeça das pessoas é se questionar se a vítima está falando mesmo a verdade? Certamente não é o que ocorre com outros crimes, a não ser que você duvide toda vez que alguém afirma ter sido vítima de um assalto. A resposta é simples: por conta da cultura do estupro, que é muito enraizada na nossa sociedade. Basta dar uma espiada nos comerciais de cerveja, em algumas novelas e revistas. Ao disseminar termos que denigrem as mulheres, permitir a objetificação dos corpos delas e glamurizar a violência sexual, a cultura do estupro passa adiante a mensagem de que a mulher não é um ser humano, e sim uma coisa.
O que mais revolta é que casos terríveis dessa natureza não são inéditos no Brasil e, com toda certeza, não serão os últimos. Isso porque a legislação penal vigente no país é extremamente branda a com quem comete crimes, inclusive hediondos. E infelizmente, enquanto não houver punições mais rígidas contra esses monstros, os cidadãos de bem continuarão sendo violentados e sofrendo todo tipo de atrocidade.
Portanto, medidas precisam ser tomadas a fim de combater a cultura do estupro. É necessário São necessárias punições mais severas e investimentos em campanhas de conscientização da sociedade. A educação é fundamental. Em casa e nas escolas, os pais e professores devem ensinar as crianças desde pequenas o respeito ao próximo, campanhas contra pequenos atos e comportamentos que legitimam a violência contra a mulher. Assim, o Brasil será referência mundial em prevenir o estupro.