É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 26/02/2020

No Feudalismo, após o casamento de um servo, quem dormia primeiro com a esposa era o seu senhor, com ou sem o consentimento dela. Desse modo, percebe-se que desde a Idade Média já haviam relatos de estupros, e esta ainda permanece na contemporaneidade, muitas vezes considerando a mulher culpada, e não vítima. Diante disso, pode-se destacar a sociedade machista, bem como a banalidade do assédio, como elementos que propiciam essa questão social. Assim, é necessário o debate acerca da cultura do estupro, além do combate dessa.

É indiscutível que os pensamentos machistas estão entre as causas do problema, visto que este julga as vestimentas e comportamentos das mulheres. O livro “Como eu era antes de você” relata, em um de seus capítulos, que a Clark, a personagem principal, foi vítima de estupro e os agressores, e até si mesma, a culpavam por ter bebido muito e estar com vestimentas “inadequadas”. Desse modo, percebe-se que mesmo com as conquistas dos movimentos feministas, essa visão ainda persiste, e isso é perceptível no dia a dia, sendo de fundamental importância propôr intervenções para minimizar esses eventos.

Igualmente, salienta-se a prática de assédio como mais um fator da problemática. Esse se tornou um ato natural na sociedade, uma vez que muitos homens usam descrições, muitas vezes, ofensivas para chamarem ou elogiarem alguém, ou, até mesmo, passam as mãos no corpo dessas pessoas sem seus consentimentos. Como exemplo disso, tem o evento que ocorreu no Big Brother Brasil 20, em que um dos participantes assediou duas mulheres durante uma festa no programa. Dessa maneira, como visto anteriormente, esse episódio não se distancia do dia a dia das pessoas. Assim, é inadmissível que eventos como esse, em pleno século XXI, ainda persistam.

Não há dúvidas, portanto, de que é preciso tomar iniciativas para mudar a questão. Por isso, o Governo, em parceria com a Polícia Militar, deve promover campanhas contra o assédios, por meio das mídias e propagandas nos municípios, incentivando as pessoas a denunciarem caso presenciem tais agressões, mostrando que elas são vítimas, e não culpadas. Nessa lógica, o intuito de tal medida é minimizar a cultura do estupro, para que menos pessoas passem por situações como as citadas antes. Destarte, somente assim será possível combater a problemática, evitando que situações do passado, como a do Feudalismo, se repita.