É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 13/03/2020
O estupro é um crime hediondo que provoca repulsa nas pessoas. Apesar de ser repelido pela sociedade os números desse crime no Brasil são exorbitantes. A ideologia machista, persiste de forma intrínseca na sociedade, o que colabora com a objetificação e culpabilização do comportamento da mulher.
De acordo com o Código Penal, o abuso sexual consiste na conjunção carnal obtida mediante o emprego de ameaça ou de violência. Assim, a partir do instante em que o infrator ignora o consentimento da ofendida é como se ele equiparasse essa a um objeto que não possui vontade. Nesse sentido, a vítima após ter a sua dignidade humana e sexual violada adquire diversos transtornos pós traumáticos como dificuldade de se relacionar novamente. Indubitavelmente, é o tipo de infração que evidência o menosprezo pela condição do sexo feminino. Em consonância com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública em 2019, aproximadamente, 66 mil mulheres foram estupradas, uma média de 180 abusos diários. Os números elevados de Vítimas demonstram que nenhum lugar é seguro para as mulheres, pois esse tipo de crime ocorre em qualquer ambiente e horário. Além disso, muitos casos ficam impunes pelo fato da sociedade e até mesmo autoridades, colocarem a culpa no comportamento ou vestimento da ofendida. Por isso, foi criado as delegacias das mulheres com o intuito de evitar a vitimização secundária derivada do próprio Estado ao questionar a vítima em uma circunstância de vulnerabilidade emocional.
Portanto, para diminuir o número de vítimas de violência sexual é imprescindível que o Governo introduza nos currículos acadêmicos uma matéria que aborde esse tema. Nesse contexto, é essencial promover o debate e a reflexão para que haja uma modificação no comportamento dos jovens com o objetivo de erradicar qualquer resquício do patriarcalismo no âmbito social. Somente assim, esse problema será gradativamente resolvido por meio da educação e mudanças de paradigmas ideológicos.