É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 28/04/2020
A cultura do estupro existe e não é um problema atual, uma vez que no período colonial as escravas eram violentadas sexualmente pelos senhores feudais,o que desencadeou a cultura da violência direcionada ao sexo feminino.Logo,essa triste realidade que se perpetua atualmente, ocorre não só por causa da tendência a culpabilizar as vítimas, mas também pela falta de fiscalização governamental.
Sob esse viés,é útil mencionar a tendência a culpabilizar as vítimas com a perpetuação da cultura do estupro.Dessa maneira, na série norte americana " Os Treze Porquês", Hannah Baker é uma jovem que após passar por vários problemas, se suicida; uma das situações é que Hannah foi abusada sexualmente por um colega de classe, tentou buscar ajuda, mas ninguém estendeu a mão para ela ou até mesmo acreditou nas próprias palavras de Hannah, apenas a julgaram, fizeram questionamentos inacreditáveis como " o que estava vestindo ? " e até mesmo " tem certeza que não queria ?". Desse modo, questionamentos assim são feitos para milhares de mulheres ao redor do mundo,fruto de uma sociedade machista e patriarcal, sempre tendenciando a buscar motivos para acusar a vítima e por essas razões, enquanto houver a naturalização de abusos e assédios, muitas ainda vão procurar permanecer em silêncio.
Ademais, é importante mencionar a falta de fiscalização governamental com a permanência da cultura do estupro.Dessa forma, de acordo com o filósofo Montesquieu, em um país não é importante a criação de inúmeras leis,mas a plena efetivação das leis já existentes. Logo, é visto em múltiplos países a falta de prevenção aos crimes de estupro e a sua punição também, já que a OMS e a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres descobriram que mais de 35% de todos os casos de violência contra a mulher são cometidos por um parceiro íntimo e apenas um em cada cinco dos homens são punidos devidamente.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Justiça criar medidas socioeducativas nas escolas e nas demais instituições, que promovam palestras e reuniões sobre ter menos tolerância com a violência sexual contra as mulheres, que haja educação sexual nas escolas e universidades, e o peso das leis para investigar a fundo essas injustiças, por meio de divulgações nas redes sociais -uma vez que ações coletivas têm enorme poder modernizador-, a fim de que o mundo seja mais sensitivo e justo com as mulheres e que essas mulheres continuem lutando e mostrando sua voz, e,assim, haja uma esperança de transformação social e de incansável combate a “cultura do estupro”, que não apenas existe,como mata.