É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 14/05/2020

A série ‘‘The reasons why’’ relata os treze motivos que influenciou a personagem Hannah Baker cometer suicídio causados pelo estupro, depressão e bullying. No contraste fictício com a realidade brasileira, comprova-se a necessidade de discutir ainda mais o tema no Brasil. Entretanto, a maior frequência de estupros ocorre entre amigos ou familiares.Desse modo, a falta de delegacias especializadas como também  de qualificação de saúde  no atendimento as vítima de violência sexual são intervenções necessárias na sociedade.

Conforme com portal de notícias brasileiro G1,em 2018  foram 66.041 vítimas de estupro, segundo dados do anuário brasileiro de segurança pública. Em primeira análise, essa situação evidencia um problema estrutural no Brasil, visto que à ausência de delegacias específicas nesses casos dificultam os números de denúncias omitidos pelo crime, tal que,a maioria das vítimas não denunciam muitas  vezes por medo de ser julgada, vergonha, e falta de credibilidade. Outro fator que aumenta os casos de violência, é tirar vantagens a partir do momento que a padecente está impedida de consentir, estando embriagada ou sobre efeito de drogas. De acordo com o artigo 213° do Código Penal todo indivíduo que constranger alguém mediante violência ou grave ameaça será punido.Nesse sentido, tal artigo possibilita a tradução de qualquer ato agressão que seria pautada na equidade legislativa.

Além disso, a fragilidade de qualificação de profissionais da saúde na maior parte dos municípios não oferecem recursos hospitalar e  psicológico. Nessa perspectiva, a falta de capacitação profissional  como acompanhamento de melhorias do paciente e investimento no Sistema Único de Saúde (SUS) afeta grande parte da população.Vale ressaltar, que os serviços de saúde não substituem as atribuições da segurança pública e do sistema de justiça sendo essenciais para evitar esse contratempo, evidenciando que o abuso ocorrido à mulher não deve ser considerada culpada, pois o machismo justifica que aquelas que saem do padrão ao usarem roupas curtas estão propícias ao abuso.

Portanto, é necessário criar políticas públicas não só de prevenção aos crimes de violência sexual mas também assistência física e psicológica e principalmente o apoio da família, como também ampliar campanhas midiáticas que incentivem a denúncia formal com o intuito de relembrar que a vítima não é culpada.Ademais,o Ministério da Educação deve exigir debates de ensino a cerca do machismo para evitar uma nova geração que repita esses erros. Bem como, o Ministério da Saúde deve promover fiscalização nas redes públicas de saúde a fim de que os pacientes recebam a ajuda e acompanhamento necessário. Sendo assim, reduzirá os índices de abusos sexuais, reconhecendo a liberdade feminina e evitando até mesmo suicídios como Hannah Baker.