É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 30/04/2020

Desde os preceitos da Grécia Antiga a mulher era vista como objeto para servir ao homem, sendo sempre inferiorizada, fato que não se difere tanto nos dias atuais, visto que apesar dos inúmeros direitos alcançados por muitas mulheres com o passar dos anos, o machismo e a superioridade do homem ainda se fazem muito presentes na sociedade atual, no qual homens consideram-se prover do direito de julgar,assediar e submeter ás mulheres a infeliz cultura do estupro que faz milhares de mulheres serem culpadas por qualquer constrangimento sexual que venham à passar. Dessa forma, é imprescindível o combate à cultura do estupro e  do machismo,atual responsável pelo sofrimento de diversas mulheres.

Em primeiro lugar,  deve-se ressaltar que a cultura do estupro é caracterizada por uma sociedade na qual os indivíduos acham normal atitudes em que uma mulher é assediada na rua através de comentários maldosos e aproveitadores, julgada perante sua vestimenta ou por ter bebido e forçada por esses motivos á fazer sexo, sendo devidamente estrupada e utilizada como objeto. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Público, cerca de 50 mil pessoas são estrupadas apenas no Brasil, fato que segundo o Instituto de Pesquisa econômica aplicada não é verídico, visto que a maioria dos casos de estrupo são subnotificados, sendo os dados divulgados não correspondentes à realidade. Isso ocorre devido muitas vezes à mulher aderir ao silêncio, por ser pressionada ou pelo grande medo do agressor.

Na série americana da Netflix os 13 Porquês é  abordada a história da jovem Hanna Baker, que aos 17 anos é assediada e estrupada por um colega de classe, o que a deixa transtornada e em um pessimo estado psicológico, onde nada mais faz sentido para a jovem, levando-a a optar pelo suicídio. O que elementa o quão prejudicial para uma vítima é o estrupo,  podendo ser considerado um dos piores horrores cometidos pelo ser humano, tendo em vista que as marcas deixadas nas vítimas muitas vezes são pra vida toda, seja vista corporal ou psicológica, causando transtornos, distúrbios, isolamento social, depressão, ansiedade e no pior dos casos leva ao suicídio como no caso da jovem Hanna na série.

Infere-se, portanto, que é de extrema importância uma mudança à atual cultura do machismo e do estrupo. Logo, o Governo deve disponibilizar campanhas de conscientização contra à cultura do estrupo em prol de encontrar e se solidariezar com mais mulheres, encorajando-as a denunciarem caso tenham sido vítimas de assedio ou presenciado casos, oferecendo-as apoio psicológico e toda proteção necessária contra o agressor, não deixando-o passar impune perante seus atos pare que as vitímas não sofram caladas e não venham a adquirir problemas ou cometer o suicídio no futuro. Ademais, as Escolas desde cedo devem educar as gerações mais jovens acerca da importância do consentimento em um relacionamento, para que no futuro, mulheres deixem de ser vítimas dessa cultura deplorável do estrupo.