É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 07/05/2020
A série da Netflix “Sex Education” mostra, em uma de suas narrativas secundárias, o assédio sofrido por uma das personagens dentro de um ônibus. Nessa perspectiva, nota-se que, no Brasil, esse cenário não se restringe apenas ao universo fictício, tornando-se imprescindível o combate a cultura do estupro, posto que a vulnerabilidade e a objetificação feminina são empecilhos, os quais contribuem para o problema em questão. Sendo assim, medidas interventoras são necessárias para atenuar esse impasse.
A princípio, infere-se a vulnerabilidade feminina como uma dificuldade para enfrentar o estupro. De acordo com a Biologia, as mulheres são mais fracas que os homens no aspecto da força física, por isso desde a Idade da Pedra acontece a submissão feminina, justamente por conta desse fator. Diante desse cenário, observa-se que, na contemporaneidade, as mulheres ainda são vistas como menos importante, sem poder e submissas, uma vez que muitas pessoas ainda acreditam que a figura masculina é superior devido ao seu porte físico. Desse modo, percebe-se a necessidade de lutar pela igualdade entre homens e mulheres dentro da sociedade, visto que cada um tem a sua importância.
Ademais, vale frisar a objetificação feminina como impedimento para a superação da violência sexual. Isso porque o Patriarcado é um sistema opressor, o qual põem o homem como superior que despreza e excluí as mulheres, colocando-as em uma posição de objeto, a qual ela deve satisfazer as suas vontade. Segundo a escritora Simone de Beauvoir, ninguém nasce mulher, torna-se uma. Seguindo essa linha de pensamento, é notório que para conquistar um lugar no meio social as mulheres precisam superar inúmeros obstáculos como o preconceito, por exemplo, o que faz elas se tornarem seres humanos fortes e resilientes. Dessa forma, constata-se a urgência de combater esse mal.
Portanto, faz-se imprescindível a tomada de atitudes para mitigar as problemáticas da vulnerabilidade e objetificação feminina. Logo, cabe à Mídia, como quarto poder, promover campanhas publicitárias que visem conscientizar a população sobre a relevância do assunto, por intermédio de meios de comunicação em massa como internet e televisão. Além disso, concerne ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, fomentar projetos que visem sensibilizar desde a infância a compreensão sobre as lutas e conquistas das mulheres, por meio de palestras, as quais contenham a presença de profissionais como pedagogos e psicólogos, a fim de estabelecer um melhor entendimento sobre o combate a cultura do estupro. Destarte, casos como o da série se tornaram cada vez mais restritos na sociedade.