É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 26/10/2020

Desde o início dos tempos, a mulher sofre com comentários e atitudes características de uma sociedade patriarcal. A partir do século XIX, com a primeira onda do movimento feminista, as mulheres passaram a ter um  reconhecimento social e a valorização de seus direitos. Entretanto, tal luta nunca chegou ao fim, visto que ainda hoje há a falta de direitos adequados e um grande número de abusos e assédios que afligem as mulheres. A cultura de estupro presente não só no Brasil, mas no mundo são fruto de pensamentos sexistas já estabelecidos.

Primeiramente, é válido ressaltar que ataques verbais ou físicos não ocorrem somente na rua, podendo estar presentes no ambiente corporativo ou familiar. Muitas vezes as vítimas se sentem ameaçadas ou envergonhadas, não chegando a denunciar e tendo que aceitar tal situação. Caso decida denunciar, acaba por receber acusações, muitas vezes vindas de pessoas da própria família. Para muitos, a mulher possui certa culpa, sendo erroneamente justificado pela vestimenta ou pelo modo de se comportar.

É inquestionável que a falta de praticas punitivas estejam entre as causas que agravam o problema. Além disso, apesar das discussões  acerca de casos de assédio, abusos psicológicos  e físicos, há certa dificuldade em punir os culpados. Isso se deve não só por poucas mulheres denunciarem, mas também ao fato de que muitos dos abusos não são praticados  somente por desconhecidos, mas  pela própria família ou companheiro, que pode ver a mulher apenas como um objeto.

Diante desse cenário, se torna necessário que a mídia, junto a ONGs especializadas realizem campanhas  que enfatizem a importância da mulher, bem como que as escolas realizem palestras a fim de evitar futuros ataques, tanto físicos quanto emocionais às mulheres. Entende-se também que a ineficácia das leis dificultam o combate ao estupro, o que torna necessário que o poder público busque por leis mais eficazes.