É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 18/05/2020
A utilização de frases, como: “se estava de roupa curta estava pedindo”, “bebeu demais e sabia do risco ou “estava provocando ao dizer que não”, são situações comuns, porém errôneas que fortalecem a cultura do estupro. Sendo assim, é necessário o combate a esse crime para que mulheres tenham os direitos respeitados, além da redução do feminicídio.
Em primeira análise, nota-se que quando a mulher se posiciona frente a outros, é imediatamente calada de maneira que seja submissa e não possa dispor de opinião ou dizer “não”. Segundo os Direitos Humanos, todos têm direito de liberdade de expressão e opinião, sem distinções. Diante disso, quem impede e/ou dificulta o exercício desses privilégios, além de contribuir com o abuso, viola leis e está sujeito a possíveis penalidades.
Vale ressaltar, ainda que o machismo, ou seja, a idéia de que o homem é superior ao sexo oposto, colabora também ao femicídio. De acordo com a teoria de “Consciência Coletiva”, de Durkheim, o indivíduo age seguindo uma crença no qual é comum a sociedade. Nesse sentido, o sexismo favorece a violência sexual, e a mitigação dessa corrente de pensamento poderá atenuar também o homicídio pós- estupro.
Portanto, evidência-se que se trata de um problema sociocultural. Logo, é essencial que esse assunto seja debatido por meio das escolas e locais de trabalho, para que haja reflexão sobre regalias subjulgadas e opiniões repensadas. Ademais, organizações que oferecem ajuda e proteção as vítimas, devem ser apoiadas e defendidas pelo governo para que possuam maior visibilidade. Dessa forma, haverá um ambiente acolhedor e estável, que colabora com a vivência do sexo feminino.