É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 29/05/2020
O filme “Guerra do Fogo”, retrata a sociedade patriarcal vivenciada na era primitiva, uma vez que as mulheres eram vistas como submissas e objetos de prazer sexual, na qual acabavam que por muitas vezes sofrer estupros corriqueiramente. Nesse contexto, é notório que a cultura do estupro não é uma problemática atual e está enraizada na sociedade desde os primórdios, uma vez que tais condutas ocorrem tanto pela cultura patriarcal enraizada na sociedade, quanto da negligência governamental mediante tais casos. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade íntegra seja alcançada.
Primordialmentee, é necessário pontuar o machismo enraizado na sociedade como principal causador do problema. De acordo com Hanna Arendt, em sua perspectiva de “Banalidade do Mal”, tal comportamento passar a ser realizado inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação. Partindo desse pressuposto, a normalização do estupro por indivíduos do sexo masculino faz com que seja uma prática corriqueira na sociedade. Dessa forma, o dano psicólogo causado as vítimas faz com que ocorra a ausência de denúncia dos agressores e por sua vez contribuir para a banalização desse ato.
Outrossim, a ausência de auxílio governamental corrobora para esse problema. Consoante o Presidente Jair Bolsonaro, que citou frases como, “eu não estupro você pois você não merece’’, e “dei uma fraquejada por isso tive uma gilha mulher”, no ano de 2017. Tal personalização, denota o descaso governamental em relação a vítimas de estupro e a mulher, uma vez que os governantes deveriam visar o bem-estar e a proteção a mulher em casos de violação de seus corpos, acabam que por contribuir para esse tipo de conduta. Nesse sentido, a contribuição governamental e a impunidade do agressor em suma maioria dos casos acaba que por colaborar para esse quadro deléterio.
Dessarte, medidas são necessárias para mitigar o problema. Desse modo, para informar e mudar a perspectiva de muitos brasileiros em relação a cultura do estupro, urge que o Ministério da Educação em parceira com o Governo Federal, realize eventos plurissignificativos tais como campanhas midiáticas, palestras e debates nas escolas e oficinas educacionais, especificando quais as consequências e os malefícios de tais atos, a fim de concientizar e informar a população para demais casos não ocorram. Simultaneamente, o Governo Federal deve promover, a realização de maior policiamento nas vias públicas e melhor aplicação das leis no que se refere à punição dos criminosos, a fim de diminuir casos de estupros no Brasil. Nessa conjuntura, tais medidas seriam eficientes para combater a cultura do estupro no Brasil.