É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 04/07/2020
Promulgada pela ONU, em 1948, a DUDH garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. Conquanto, o combate ao estupro impossibilita que parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, dois aspectos se destacam: o machismo e a fraca liberdade feminina.
Primordialmente, é importante ressaltar o machismo como principal fator do estupro. Sobre isso, Jhon Locke define o homem como uma “tábua rasa” a qual é moldada de acordo com suas vivências e influências. Contrariando essa perspectiva, nota-se que que grande percentual dos homens são criados pelo mulheres, fazendo com que essa criação não os torne “monstros” para a sociedade. Sendo assim, o machismo é algo impulsivo, fazendo com que os homens promulguem mal para as mulheres.
Faz-se mister, ainda salientar a fraca liberdade feminina, no entanto esse fator é herança desde o Período Clássico, na Grécia Antiga, a qual as mulheres eram moldadas apenas como “objeto” para o sexo masculino, (ONDE) não podiam nem sair de casa sem a companhia de um homem, seja ele escravo, marido, ou filho mais velho, as únicas que tinham uma pouca liberdade eram as Hetairas, que eram consideradas prostitutas, pois de alguma forma elas agradavam os homens que não estavam satisfeitos com suas esposas. Retratando esse período antigo, hodiernamente, as mulheres ainda tem que manter delimitações de seus atos, de fato elas podem ser julgadas pela sua aparência.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa maneira, urge que o Estado- órgão responsável pelo bem-estar social- em parceria com o Poder Legislativo, crie novas leis que possam dar ênfase às leis que protegem a camada social feminina, através de pesquisas e fiscalizações, por meio do Poder Público, com intuito de diminuir os índices de abusos, sendo que o estupro é o único crime que a vítima é julgada com o criminoso. Dessa forma, o Brasil poderia superar a cultura do estupro.