É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 30/06/2020
Na obra pré-modernista “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o Major Quaresma, acreditava que, se superado alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Entretanto, com a sucessiva cultura do estupro percebe-se que isso está longe de acontecer, devido ao machismo e à negligência da família.
Em primeiro plano, nota-se o quanto o pensamento machista é forte na sociedade. Nesse sentido, muitos homens ainda acreditam ter poder sobre o corpo da mulher e que podem fazer o que quiser com ele, resultando no próprio estupro. Dessa forma, devido a esse pensamento, vítimas sentem receio de denunciar já que muitas vezes ocorre a banalização da ação e a culpabilização da mulher.
Ademais, a negligência familiar também fomenta nesse entrave. Segundo Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Nesse viés, crianças, principalmente meninos, tendo o patriarcalismo como base da criação, podem se tornar pessoas com a mentalidade retrógrada de que a mulher é inferior e que é apenas um objeto. Assim, ocasionando o fortalecimento do patriarcado, que por sua vez, estimula o estupro.
Portanto, é imprescindível o combate a essa cultura. Dessa maneira, o Ministério da educação, como responsável pela educação brasileira, deve organizar palestras em escolas, com a ajuda de psicólogos, para conscientizar alunos e pais sobre como o machismo pode ocasionar esses atos de violência, com o fito de desconstruir pensamentos machistas. Para que, assim o Brasil alcance o desenvolvimento de sua nação.