É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 13/07/2020
No ano de 1970, durante a Segunda Onda Feminista o termo ‘‘Cultura do Estupro’’ foi utilizado pela primeira vez, para criticar comportamentos que normatizam a violência contra a mulher. Hodiernamente, o Brasil enfrenta obstáculos relacionados ao combate a essa cultura, devido os ideais machistas enraizadas, consequentemente a relativização de atos libidinosos. Nesse sentido, tais atitudes encontram-se presentes na sociedade como reflexos históricos, sendo necessário uma intervenção.
Em primeiro lugar, é incontrovertível que majoritariamente mulheres são as maiores vítimas de estrupo no país. De acordo com os dados do IPEA, 88% dos mártires de violência sexual são do gênero feminino. Sob essa ótica, essa pesquisa demostra que atitudes machistas ferem os direitos de Liberdade desse grupo, pois necessitam lidar com a objetificação de seus corpos por homens gerando assédios e o desrespeito com suas decisões, tais atitudes ferem o direito de escolha e domínio do seu corpo. Desse modo, com a persistência de ideologias como a supracitada gera-se a intensificação desses crimes.
Em segundo lugar, é indubitável a naturalização ações misóginas que estimulam opressões contra às mulheres. Segundo dados da ONU, apenas 10% dos casos de estupros são notificados para à Polícia. Com base nisso, a decadente taxa de denúncia é causada pela não legitimação desses crimes, visto que em sua maioria às vítimas são culpabilizadas pelo tamanho de sua roupa ou por estarem em ‘’locais errados em horários tardios’’, tornando-se mais fácil relativizar comportamentos errôneos advindos do patriarcalismo ao invés de naturalizar livre arbítrio feminino de realizar o que quer. Deste modo, com a falha de concepções instituídas nesses órgãos de segurança, acarreta em dificuldades para o combate dessa cultura.
Com intuito de amenizar a problemática, é dever da Família, principal agente da socialização primária, por meio da criação, ensinar as crianças (Principalmente meninos) a respeitarem gêneros opostos, a fim de diminuir casos de opressões contra estes grupos, dessa maneiro extinguindo o patriarcalismo existente, apenas dessa forma diminuindo dados como o apresentado pelo IPEA. Outrossim, é o Ministério da Justiça incentivar vítimas à denunciarem casos, por meio de empregar mais mulheres em Delegacias, a fim de que seja criado um sentimento de segurança nestas pessoas na hora de notificarem o crime sofrido, com base nisso aumentando denúncias e não tornado-se necessário o Movimento feminista lutar por um direito básico como ocorrido em 1970.