É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 14/07/2020
Dentro do campo de estudo da ciência da linguagem, a Gramática definiu como anáfora a repetição de palavras. De maneira análoga a essa figura de linguagem, uma ação é recorrente durante boa parte da história humana, a pratica do estupro, preste tanto nas antigas sociedades como as pré-colombianas quanto na atual. E diante desse contexto, evidencia-se na contemporaneidade uma temática bastante complexa, principalmente em uma realidade marcada por direitos civis, a cultura do estupro no Brasil, problemática essa que necessita de maior eficácia legislativa e dissolução do machismo.
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo cidadão tem direito de gozar da plena liberdade sem qualquer distinção, a segurança e à vida,entretanto, essas leis não atingem uma totalidade populacional.Tal falha legislativa é evidente quando, a maioria das mulheres sentem medo de andar sozinhas na ruas ou em meio de locomoção ,pois, existe uma grande chance delas serem atacadas por homens.Não somente isso,mas também segundo o Fórum de Segurança Pública brasileiro são registrados por ano uma média de cinquenta mil casos de estupro,fora os que não são relatados.E tal dado somado a falta de liberdade feminina causada pelo medo são os principais fatores que comprovam a não eficácia da Declaração Universal dos direitos humanos.
Vale salientar, que a cultura do estupro é uma vertente do machismo enraizado na sociedade,pois, é por meio desse pensamento que esteriótipos como ¨Quem mandou ficar bêbada¨,¨Olha lá o shorts está pedindo¨, são criados para justificar crimes cometidos na maioria das vezes por homens. Isso ocorre porque durante quase toda a história social, a mulher foi vista como um objeto e um simbolo sexual, sendo colocada em um patamar sempre inferior ao masculino.Tal fato é visível, quando a maioria das propagandas de bebidas alcoólicas utilizam a figura feminina com roupas curtas, ou quando elas recebem um salário inferior mesmo estando no mesmo cargo.Fica claro,portanto, que essa ação atua como impulsionador da cultura do estupro.
Diante dos fatos supracitados, conclui-se, que o machismo e a falha jurídica são os principais vetores para a propagação da cultura do estupro no Brasil.Cabe,portanto, ao Estado cumprir de forma mais efetiva as leis já criadas, por meio de uma injeção fiscal nas delegacias da mulher, a fim de garantir o direito a segurança. Ademais,é dever das escolas ,como influenciadoras primárias de opinião, trabalharem desde a mínima idade o conceito de igualdade social, através de oficinas de Filosofia e Sociologia, com a finalidade de eliminar o machismo da sociedade e efetivar os direitos à liberdade e à vida previstos na constituição.Desse modo,indubitavelmente, a anáfora apresentada de maneira histórica sera quebrada.