É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 27/07/2020
A série “Coisa mais linda” retrata a história de uma mulher que sofria uma série de abusos sexuais cometidos pelo seu marido. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista que muitas mulheres são vítimas de estupro, que vem acompanhado de uma cultura que normaliza essas atitudes. Nesse sentido, é imprescindível o combate à essas situações, tendo em vista o auto número de violação sexual e os consequentes sentimentos negativos e problemas psicológicos advindos dessa violação.
A princípio, convém ressaltar o grande número de casos de estupros que ocorrem no Brasil, de modo a vários serem normalizados pela população. Nesse contexto, durante o período da Revolução Industrial, pelo qual diversos homens foram trabalhar nas fábricas que surgiram, as mulheres eram excluídas dos trabalhos e, desse modo, diversas eram obrigadas à apenas arrumarem as suas casas e a se submeterem aos desejos dos seus maridos, principalmente sexuais. Semelhantemente, essas situações ainda ocorrem no atual contexto, tendo em conta que vários indivíduos reproduzem o patriarcado existente desde essa época passada, considerando, assim, que as mulheres são obrigadas a satisfazerem os desejos dos homens. Logo, o abuso sexual e a cultura que esses atos carregam necessitam ter um fim. Outrossim, convém ressaltar que os acontecimentos de abusos sexuais são prejudiciais para a saúde mental das vítimas. Isso é evidenciado no documentário “O silêncio das inocentes”, que foi criado com o objetivo de relatar diversas histórias reais de mulheres residentes no Brasil, que passaram por situações de abusos sexuais e como eles foram difíceis de serem relatados, já que são muito traumáticos para quem os sofrem. Dessa forma, tendo em consideração que muitas pessoas enfrentam essa violação, as mulheres vivem com medo de andarem na rua seja a noite ou seja durante o dia e serem abordadas de maneira cruel por homens, além das vítimas que já carregam o trauma, pelas quais portam problemas psicológicos e um medo dessas situações se repetirem.
Destarte, medidas são necessárias para combater esses impasses. Nesse âmbito, compete ao Ministério da Educação promover campanhas, cujo tema, em detalhe, seria “todos juntos para combater a normalização do estupro”. Isso deve ser feito por meio das redes midiáticas desses Ministérios e das salas de aula, especificamente para os ensinos fundamentais e médios. Essa ação possui como finalidade de conscientizar todas as pessoas, desde os mais novos, acerca do quanto o estupro é negativo e como ele pode acarretar em diversos problemas psicológicos, buscando assim, o combate à cultura que o coloca como uma situação banal. Assim, espera-se que nenhuma pessoa, independente do gênero e da idade, passe por situações como as da série “Coisa mais linda”, citada anteriormente.