É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 27/07/2020
É conhecimento geral que a cultura do estupro está inserida em nossa sociedade de forma exorbitante, uma vez que 86% das mulheres já foram assediadas no país.
O termo “cultura do estupro” é utilizado desde os anos 1970, para apontar comportamentos que justificam, silenciam e normalizam os abusos sexuais.
A palavra “não” é interpretada pelos homens como um jogo de sedução, no qual a mulher é coagida a dizer “sim”. Na cultura as mulheres são objetificadas e culpadas pelos abusos e assédios que sofreram, por motivos como: o seu comportamento, o comprimento da sua saia e a cor do seu batom.
No Brasil, por ano são registrados 50 mil casos de violência sexual, sendo metade contra menores de idade. Estima-se que esse número não seja nem 10% dos casos que ocorrem, já que muitas são intimidadas e sentem medo de denunciar.
Pela observação dos aspectos analisados conclui-se que a cultura deve ser combatida no dia a dia, com atos como: não tolerar assédio em qualquer ambiente , jamais culpar a vítima e não tentar justificar o acontecido, uma hora que assédio não tenha justificativa.
Outras formas de reeducação é acompanhar histórias de sobreviventes, assim você entende que a culpa é e sempre será do abusador. E o combate da cultura do estupro deve começar nas escolas com a incrementação de aulas de educação sexual para crianças e jovens. Desse modo mães não precisarão ensinar suas filhas a viverem com medo de saírem na rua e sim ensinar os homens a respeita-las desde cedo.