É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 27/07/2020
No limiar do século XVIII, foi criada a Lei Romana, que deu aos homens o direito de castigar suas esposas, até a morte. Lei a qual prevaleceu na América e na Inglaterra até o final do século XIX. Frente a isso, é visível a desigualdade e o machismo excessivo que as mulheres suportam até os dias atuais. Diante disso, é importante ressaltar algumas músicas, as quais objetificam a mulher, induzem ao abuso sexual e a violência. Outro fator existente é o medo que na maioria das vezes, elas possuem de denunciar o abusador para a polícia, por receio de serem perseguidas ou que o culpado não serja condenado da forma justa.
Em primeira análise, a sociedade atual está mudando e diversificando mais a cada dia, porém quando uma mudança ofende e desrespeita o direito de outro cidadão, ela não pode ser lidada como algo “normal”. Tal contexto aplicasse a música, Loira burra, composta pelo Cantor Gabriel, O pensador, letra na qual ele caracteriza uma mulher como “burra”, só pelo fato de ter a cor do cabelo loiro. Além disso, à objetificou de forma direta, nos versos: “O lugar dessas cadelas era mesmo num puteiro (…) Loira burra, você não passa de mulher objeto”. Por isso é extremamente importante prestar atenção nas letras que são tocadas, pois, muitas pessoas dançam e cantam esse tipo de música sem perceber que estão incentivando e concordando com o machismo, a violência e o abuso sexual.
Outra preocupação constante é o aumento do número de casos de estupro no Brasil. O estupro não é um ato sexual, é um ataque, no qual o homem enxerga a mulher como um objeto no qual ele deve usufruir e conseguir conquistar os seus objetivos, sendo doentios e até macabros. Conforme entrevista realizada pela BBC, a psiquiatra Sahika Yuksel, diz: “há propostas de castrar criminosos sexuais e de trazer de volta a pena de morte. Essas medidas não são impeditivas”. Consequentemente muitas pessoas enxergam a pena de morte como a melhor solução para estes casos, mas outras não conseguem lidar com a pressão de denunciar o abusador, por medo e receio de que ele tente se vingar, caso não seja punido da forma merecida, algo muito comum no Brasil. Logo, a vítima se cala, guardando toda dor e sofrimento para si.
Pela observação dos fatos mencionados, conclui-se que, a sociedade deve se unir para combater a cultura do machismo, violência contra a mulher e estupro. Cabe ao Ministério da Mulher, organizar grupos de apoio com psicólogos presentes, para que as mulheres vítimas possam conversar, desabafar e se ajudarem, fiscalizando também a realização da Lei Maria Da Penha, a fim de que as vítimas sintam mais segurança ao denunciar o culpado. Com essas medidas, a sociedade conseguirá diminuir extremamente a desigualdade em relação a mulher.