É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 17/08/2020

No atual contexto histórico, tem-se debatido sobre a necessidade do combate à cultura do estupro não só no Brasil, mas no mundo todo. Pelo fato de a importância desse tema ser, muitas vezes, negligenciada e tratada sem a devida atenção, o número de casos de assédios e estupros aumenta a cada ano, acompanhado do machismo e do preconceito contra certos tipos de estilos e/ou formas de vestir-se femininos. Assim, faz-se necessária a análise de maior aprofundamento para nessa questão, destacando suas causas e consequências.

Em primeiro lugar, é importante destacar a culpa posta pela cultura do estupro na figura feminina, ao ser vítima de qualquer tipo de constrangimento. Ao vestir uma saia mais curta, usar um batom de tonalidade mais intensa, ou estar com um copo de bebida, a mulher, na visão de certa porcentagem dos homens, torna-se um objeto, tendo como consequência afirmações constrangedoras ou até mesmo o estupro. Prova disso é a pesquisa realizada pelo G1, afirmando que, para 30% dos homens, a mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada.

Dessa forma, é importante que haja conscientização da gravidade que é esse fator, destacando a questão de ele prover da época do patriarcalismo, no qual o homem possuía maior poder e autoridade do que a mulher. Tal aspecto, trás á tona a cultura do machismo, que põe as mulheres em estado de propriedade ou submissão. Além disso, a figura feminina tem sido constantemente induzida a mudar sua forma de vestir-se por condições de medo, deixando de aquilo que gostam por aquilo que as protegem não sendo esse um motivo plausível para tal decisão.

Portanto, é visível que a cultura do estupro continua a ser um problema social no mundo todo. O Governo deve criar leis que defendam a figura feminina em qualquer caso de intimidação, com o intuito de leva-la ao sentimento e certeza de segurança e garantia de que seus direitos lhes serão concedidos de justa forma. Ademais, o Ministério da Educação deve levar em conta a conscientização aos seus alunos da igualdade de gênero, com objetivo de visualização de um futuro no qual todos tenham convicção de segurança e respeito uns para com os outros. Pois, parafraseando Paulo Freire, “ A educação não muda o mundo, mas sim pessoas, e essas mudam o mundo.”