É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 17/08/2020

No brasil, é possível afirmar que há uma cultura do estupro, existe o registro oficial de 50 mil casos anuais e de outros tantos, certamente, subnotificados. Esse cenário está em consonância com a objetificação da mulher e a relativização da violência sexual sofrida pela mesma. Em relação a objetificação, ocorre sempre que o sexo feminino é posto a serviço do sexo masculino apenas para a satisfação sexual do mesmo. No caso brasileiro, o passado colonial centrado na figura do senhor de engenho, naturalizou a maneira de ver a mulher como objeto. Logo, é possível fazer qualquer coisa que deseja fazer com ela, inclusive violentá-la. A cultura do estupro pode ser percebida quando a mídia e a sociedade lançam sobre os ombros da própria vitima a responsabilidade pela violência sofrida. As ameaças que o agressor faz formentam a subnotificação e a aparência inexistente desse tipo de crime no país, segundoum historiador chamado Boris Fausto, “ o cenário encontra sustento no patriarcalismo e no machismo histórico”. Desse modo, infere-se que a cultura do estupro é uma realidade cruel no Brasil. Nesse sentido, a mudança de pensamento é a principal via preventiva a ser trilhada. Assim sendo, é imperioso que escolas realizem debates interdisciplinares que estimulem a mudança de veiculação, em mídias diversas, de campanha publicitarias que exponham a assustadora realidade e desconstruam a objetificação da mulher e a relatividade da violência sexual. Somente assim, a cultura do estupro será progressivamente desconstruída pelo viés educativo.