É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 17/08/2020
A cultura do estupro tem como meio a desigualdade entre homens e mulheres atualmente, na qual os principais alvos são as mulheres, que muitas vezes são vistas apenas como objetos de desejo, sofrendo por ter que aceitar ser totalmente submissa ao homem, acabando por sofrer violências tanto físicas como psicológicas, entre elas o estupro. Casos de estupro são recorrente e muitas vezes abafados pelas vítimas.
A roupa está curta demais, como ela irá querer que a respeitem? Maquiagem muito forte, muito sensual, assim é impossível! olha essa foto! São essas e outras frases que muitas mulheres escutam por vários lugares, são reprimidas de todas as formas, muitas vezes são obrigadas a seguir um padrão para não serem ridicularizadas, humilhadas e até mesmo estupradas. Desde muito tempo a mulher vem sendo colocada em quadro de regras. No meio feminino a submissão “deve ser total”, é limitada no seu modo de agir e se comportar.
No mundo de hoje, ate para os pequenos são passados essa forma de agir, onde é normal um menino se insinuar para uma menina, sem receber julgamentos e ser tratado como algo bonito e muitas vezes motivo de orgulho para os adultos, e assim eles vão crescendo e aprendendo de uma forma errada a tratar o sexo oposto com certa prepotência sem total respeito. A mulher muitas vezes é a culpada pelos atos criminosos pela das pessoas, e muitas se calam por medo, não recorrem a justiça, outras recorrem mas seus casos não ouvidos, e é essa cultura do estupro que culpabiliza a vítima baseado pelo machismo e patriarcalismo presentes marcadamente no cotidiano da sociedade como um todo.
Portanto, cabe a justiça tomar medidas cabíveis para reforçar o apoio a essa causa, dar mais ouvidos, para reverter essa triste situação. Escolas e faculdades deveriam propor e ministrar palestras sobre o estupro, incentivando desde cedo a igualdade e respeito de todos independentemente de seu gênero. Deve haver também o preparo das autoridades para essas denúncias e ampliar o número de delegacias da mulher onde os responsáveis por encaminhar o caso sejam mulheres para facilitar o contato, e dar uma certa liberdade para falar do assunto.