É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 17/08/2020
Ultimamente, a cultura do estupro é um assunto pouquíssimo comentado na nossa sociedade por ser um assunto sensível, e infelizmente, ocorre com frequência no dia a dia das mulheres. Entretanto, essa problemática viralizou com ajuda das redes sociais, formando assim um grupo composto na maioria por feministas, e mulheres que já sofreram abusos, onde debatem e apontam os pontos negativos, principalmente a questão do patriarcado e buscam direito de liberdade por causa de suas vestimentas, essas que os homens dão desculpa para se aproveitarem do corpo alheio.
Em primeiro ponto, devemos ressaltar que uma das principais causas do assédio é a visão machista sobre a conduta feminina, por mais que o feminismo tenha surgido para fazer a diferença na cabeças das pessoas, o sistema patriarcal ainda a subjuga as mesmas pelas suas vestimentas, tentam controlar para onde vão, com quem vão, e se botam como superiores estando ou não em uma relação. Desse modo, os ideias conservadores continuam a se sobrepor à realidade.
Ademais, temos a Lei Maria da Penha, de 2006, onde, classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica. Gráficos apontam o recorde da violência sexual. Foram 66 mil vítimas de estupro\assédio no Brasil em 2018, o maior índice desde que o estudo começou a ser feito em 2007. Dentro dessas estatísticas, a maioria dos casos são, por causa que a mulher estava alcoolizada, ou vestindo roupas curtas, fora os casos onde o agressor é um parente ou familiar.
Portanto, a cultura de assédio se solidificou na sociedade brasileira. A ponto de alterar o olhar machista, o correto seria se fizessem debates, palestras via on-line por conta do Covid-19, fora as escolas que também deveriam ensinar como reagir em uma situação parecida, importante também, deixar público um curso de defesa pessoal, para que assim as mulheres tenham acesso fácil, e consigam se defender dos agressores, quem sabe dessa forma teremos uma sociedade mais justa.