É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 21/08/2020

A cultura do estupro tem como base a desigualdade entre os homens e as mulheres, na qual as mulheres são vistas como inferiores e, muitas vezes, tem seu corpo visto como objeto de desejo e propriedade do homem o que autoriza, banaliza ou alimenta diversos tipos de violência física e psicológica, entre as quais o estupro.

Nesse sentido, o principal fator formador da ideologia brasileira de banalizar o estupro é o patriarcalismo, que desde os primórdios sociais colocou a mulher como submissa. Dessa forma, a educação infantil já demonstra padrões que fortalecem essa cultura, como o menino se insinuar para uma garota e isso para adultos ser normal e até motivo de orgulho, pois para muitos demonstra virilidade, esse e outros modos de agir vão se perpetuando, e quando não reprimidos tendem a gerar no jovem um sentimento de potência sobre o sexo oposto.

Porém, ao contrário de outras nações, boa parte do Brasil tem conexão a Internet. E devido a impunidade, nosso país se aproxima mais de uma cultura do estupro quando vários homens violentam uma moça e divulgam na Grande Rede o crime sem se preocupar em cobrir o rosto.

É necessário uma cooperação bilateral entre as redes sociais, principalmente o Facebook, e as Polícias Militar e Civíl para formar uma rede que seja capaz de detectar possíveis estupradores. Essa rede deverá analisar de forma anônima e cuidadosa a atividade dos usuários da Internet e a partir de algoritmos de inteligência artifical descobrir quaisquer evidências de um crime. Após a detecção, os casos mais prováveis deverão ser investigados a fim de desvendar qualquer delito. Dessa forma, será possível evitar os crimes, diminuir a facilidade com que o estupro é difundido na Internet e também punir os agressores.