É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 21/08/2020

É perceptível que, atualmente, as mulheres conquistaram muitos direitos, como o voto, trabalhar fora de casa e estudar em uma universidade. Contudo, ainda existem direitos simples, óbvios e básicos a serem adquiridos, como o de andar livremente pelas ruas sem medo de ser assediada ou até mesmo estuprada. Muitos alegam que mulheres que não querem ser assediadas devem usar roupas mais longas e menos coladas, quando na verdade o problema está nessa alegação e no pensamento machista da pessoa que cogita essa ideia.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada 11 minutos acontece um estupro no Brasil e a maioria das vítimas são crianças de até 13 anos de idade. Essa informação é alarmante e só confirma a afirmação de que a culpa de um estupro acontecer não é da vítima e muito menos das roupas que ela usa. Pois uma criança é inocente, não há corpo totalmente formado e obviamente não existe jeito do homem sentir-se excitado ao vê-la.

Assim como uma mulher não deve sentir-se culpada por ser estuprada ou assediada. Ser contra a ideia de que a culpa do estupro é da vítima, é ser a favor do estuprador. Homens devem saber e ter a ideia de que mulheres não são objetos com que eles podem brincar e mexerem do jeito que quiserem. Mulheres são seres humanos e merecem respeito e igualdade como os homens também.

Logo, verifica-se que o estupro trata-se de uma falta de educação e bom senso, uma vez que nem todos os homens tem um pensamento tão machista e antiquado. A solução para esse problema são os processos educativos, por meio de palestras e ensinos que conscientizem a todos sobre esse assunto e deixe claro que estupro é crime, esses estudos devem ser passados desde a escola fundamental, para que o pensamento de cada pessoa seja certo e evoluído desde crianças. Chamar uma mulher de “gostosa” na rua não é elogio, é assédio. Ter relações com uma mulher bêbada não é normal, é estupro. Continuar uma relação sexual com uma mulher depois de ela ter dito “não”, mesmo sendo sua esposa não é normal, é estupro. Não normalize esses atos. Denuncie,