É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 27/08/2020

Segundo o artigo 213 do Código Penal, o crime de estupro é considerado hediondo, ou seja, de extrema repulsa. Entretanto, a cultura do estupro se mostra um grande desafio no combate ao abuso. Esse cenário é fruto tanto da insuficiência do Estado, quanto da banalização provocada pela sociedade. Desse modo, é necessário que medidas sejam encontradas para solucionar essa inercial problemática.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar  ausência de medidas governamentais para conscientizar a população sobre as causas do estupro. De acordo com filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve garantir o bem-estar social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, mentalidades que favorecem a justificação dessa delito perpetuam pela sociedade. Dessa forma, percebe-se a elevação nas notificações dessa violação.

Outrossim, a normalização gerada pela população pode ser considerda responsável pelo problema. Conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2018 foram registrados 66 mil vítimas de estupro na Brasil. Ao concordar  com atitudes machistas que justificam o abuso pelo tamanho da roupa ou cor do batom , a população acaba culpando o padecente ao invés de acusar o criminoso. Dessa maneira, é preciso alterar as concepções da sociedade em relação a esse tema.

Infere-se, portanto, a urgência em solucionar essa problemática. Para isso, o Mistério da Educação deve conscientizar os indivíduos, por meio de palestras nas escolas que tratem sobre as reais  causas do estupro, a fim de criar na sociedade uma visão mais crítica em relação ao criminoso. Além disso, a população deve se unir e combater essa violação, por meio de sua total repulsa, com objetivo reduzir a incidência de casos. Somente com essa medidas, será possível alcançar o bem-estar social proposto por Hobbes.