É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 10/10/2020

Na serie de televisão “13 reasons why” a personagem Hanna Baker é estuprada por seu colega de turma e quando toma coragem para contar sobre o acontecimento é aconselhada a ficar quieta, e então opta pelo suicídio. Antes de seu triste fim a historia de Hanna se assemelhava aos outros 500 mil casos denunciados de estupro que acontecem todos os anos no brasil. Uma media simplesmente inaceitável que se mantem graças a uma cultura do estupro incabível em 2020.

Mulheres se sentirem constrangidas por serem assediadas ou se sentirem culpadas por serem estupradas, considerarem normal serem forçadas a dormir com seus cônjuges, piadas que ridicularizam situações de abuso, perpetuar e forçar masculinidade em rapazes e ensinar meninas a como devem se vestir, são só algumas coisas que contribuem para que a cultura do estupro ainda se perpetua.

Gerando os 1370 casos diários de estupro, que não se resume somente a dor e aos danos físicos, causa em suas vitimas as mais diversas repercussões psiquiátricas, desde ansiedade ate suicídio, pois como escrito pela diretora da entidade das nações unidas que representa as mulheres de todo o mundo, Phumzile Mlambo-Ngcuka, “O estupro não é um ato isolado e breve. Ele danifica a carne e reverbera na memória”, ou seja, causa uma marca interna em suas vitimas que jamais será esquecida.

Com base nos argumentos apresentados, evidencia-se a necessidade de se combater a cultura do estupro, e para garantir a eficácia é necessário que a luta comece com a educação nas escolas, que por sua vez podem conscientizar seus alunos sobre a igualdade e desconstruir estereótipos masculinos, por meio atividades que unam a cordenaçao e os alunos. Não somente isso, mais criar canais mais fáceis para a denuncia e a comunicação das vitimas com pessoas que possam ajudar. Desse modo historias como a de Hanna poderão ser evitadas e nenhuma outra mulher terá que lidar com a cicatriz deixada pela violência sexual.