É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 10/10/2020

O estupro é uma violência sexual que assola muitas mulheres do mundo inteiro. A cultura do estupro tem relação com a cultura patriarcal do passado, onde homens tinham poder absoluto sobre as mulheres, onde normalizavam o assédio, normalizavam as relações sexuais forçadas e a submissão da mulher. Essas características existem até hoje e é um dos motivos das mulheres não denunciarem essa violência. Ainda, o estupro está associado com a pedofilia, que é uma violência contra crianças, que geram muitos traumas físicos e psicológicos.

Em primeira instância, o combate à cultura do estupro é de extrema importância, pois mulheres se privam de ir e vir sozinhas por medo, medo de serem assediadas e agredidas. Mulheres agredidas buscam o silêncio, pois existe o medo do julgamento da sociedade, existe o fato de que policiais não investigam o crime, existe pessoas e familiares que normalizam as atitudes do agressor, e assim, a lei brasileira falha com quem mais precisa.

Além disso, existe também a pedofilia, que é a violência sexual contra crianças. Esse tipo de violência é grave, pois o agressor geralmente é uma pessoa próxima da criança e alguém que ela confia, assim o agressor se aproveita da situação. Um exemplo dessa violência que repercutiu nas mídias sociais foi o caso de uma menina de 10 anos que ficou grávida após ser estuprada pelo tio. Essa notícia repercutiu, pois líderes religiosos e outros manifestantes queriam que a criança, sem estrutura física e psicológica, concebesse o filho, julgando a vítima e normalizando o crime.       Assim, para combater a cultura do estupro, deve haver um investimento do Estado para integrar centros de atendimentos, via telefone ou internet, para quem sofreu esse abuso, além de incentivar a denúncia por meio de campanhas para assim também desenraizar a cultura patriarcal. Nas escolas, deve haver educação sexual, onde ensinarão os alunos onde ninguém pode encostar, ensinarão sobre consentimento e sobre o significado da palavra não.