É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 10/10/2020
O ato de forçar relações sexuais sem consentimento, chamado de estupro, vem desde a antiguidade e tem suas sequelas visíveis até os dias de hoje. No Brasil, em 2018, foram contabilizados 66 mil vitimas de estupro, sendo o maior índice desde 2007, quando foi iniciado as pesquisas. Pesquisadores acreditam que esses números são praticamente 2/3 dos casos totais, pois muitas vitimas não denunciam o estuprador e acabam guardando pra si, por medo de algum outro ataque. Paralelo a isso existe a “cultura do estupro”, em que , geralmente, homens tentam justificar estupro como um erro da vitima atacada, sendo grande parte do gênero feminino.
Nos encontramos em um mundo machista, onde infelizmente ainda ocorre a diferença entre gêneros. Pessoas tentam amenizar um agressor sexual colocando a culpa nas vestimentas, nível de embriagues, e até mesmo na hora que ela esta na rua. Mulheres tem medo de andar sozinhas, pois em 5 minutos de caminhada da sua escola para sua casa, sofrem diversos assédios, tanto físicos como psicológicos, como uma buzinada ou então, “delicia” ou “oh la em casa em”, entre outros. 9 a cada 10 mulheres já sofreram qualquer tipo de assedio, considerando também o assedio virtual. Essa visão que a culpa é da vitima é uma visão muito preconceituosa e antiga, mas que persegue cada uma ate os dias atuais.