É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 10/10/2020

Desde a época colonial a mulher é objetificada e considerada submissa. A figura feminina tinha o papel de ser progenitora e era tratada como propriedade do homem. Tal pensamento machista abriu portas para naturalização das agressões físicas e sexuais, o que ocasionou a culpabilização da vítima e o silenciamento das denúncias, contribuindo para a construção da cultura do estupro atual.

O estupro é proveniente de uma educação patriarcal de objetificação da mulher, é ainda naturalizado socialmente e considerado o único crime em que o agressor e a vítima são julgados. Apesar de atualmente o movimento feminista atuar ativamente nessa questão, os índices de denúncias de estupro são baixos, seja por medo da vítima ou por omissão das testemunhas.

Nesse sentido, é possível perceber que o estupro, mesmo sendo um crime grave, é tratado como punição social. De acordo com uma pesquisa do IPEA, 58% dos entrevistados justificam a agressão por causa do comportamento da vítima e 26% culpam as roupas que usava. Vale também ressaltar que, de acordo com o SINAN, apenas 10% das denúncias de estupro chegam ao conhecimento da polícia.

Portanto, assim como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação. ”para combater a cultura do estupro é necessário que ocorra uma intensificação na fiscalização contra a violência sexual, através das leis que protegem as vítimas. Para aumentar o número de denúncias, a vítima deve se sentir segura e protegida, não temendo nada, para isso devem ser adotadas mobilizações sociais, através de propagandas e centros de apoio. Quanto aos pensamentos machistas devem ser propostos debates e palestras sobre igualdade de gêneros em Escolas, Igrejas e Centros de Saúde de atenção primária, sempre aberto ao público para maior alcance da população