É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 10/10/2020
O silêncio que dói
Ao longo dos anos, algo que deveria ter sido extinto a muito tempo da Terra continua sendo o maior medo de muitas mulheres. O estupro, assédio, violência física, violência emocional, qualquer uma das palavras que representem o ato mais deplorável que um ser humano pode realizar contra uma mulher persegue bebês, meninas e mulheres em diversos lugares, mas principalmente em lugares que nunca se pode imaginar não ser seguro: um lar.
Mulheres de todas as idades vivem diariamente a cultura do estupro, cultura essa que muitas vezes começa em um não, um não que deveria ser respeitado, pois as escolhas do que deseja e o que não deseja é apenas da mulher, porém o não da mulher é entendido como sim e não somente esse não, mas roupas, bebidas, horários de estar na rua são entendidos com sim para muitos homens. Ainda há aquelas, que nem um não podem dizer, aquelas que são assediadas por “papais”, “vovôs” e “titios”, esses que fazem delas entender que esta tudo certo e que é bom. Mas todos crescem e todos criam consciência, o que pesa mesmo é o silêncio que pequenas grandes e velhas farão, pois a cultura do estupro faz delas as culpadas.
Em virtude de cada fato mencionado e de cada vítima que passou e passa pela cultura do estupro, conclui-se que o silêncio é a pior parte dessa cultura e ele pode sim ser combatido. O silêncio pode ser combatido por cada pessoa que se encontra com alguma vítima de estupro, manter vítimas em segurança é o primeiro passo a ser feito, além disso profissionais da saúde e da justiça devem ser os mais fiéis ajudantes dessa vítima, nunca se cansar de procurar relatos e fontes de provas de que a vítima é vítima e o agressor é agressor.