É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 18/11/2020

A cultura do estupro abaixo de nossos olhos.

Dados revelam que o Brasil vive uma cultura do estupro, são milhares de casos registrados anualmente, sem contar com aqueles que não são levados a delegacia. O estupro é qualquer relação sexual violenta ou realizada mediante ameaça.

A cultura do estupro diz que, para ser uma pessoa normal nesta sociedade, precisa-se aceitar um ato inadmissível, que é o estupro, como se fosse uma coisa normal. Então a cultura do estupro acaba apoiando esses agressores botando, no fim, a culpa na vítima, ‘‘Por que estava naquele lugar?’’ ‘‘Por que estava com aquela roupa’’ ‘‘Por que aceitou aquela bebida?’’, são perguntas feitas cada vez mais às vítimas.

Segundo um relatório do IPEA feito em 2013, a escola é um dos principais locais onde mais ocorrem os casos de estupro. Muitas das vezes, o agressor é conhecido da vítima. Uma possível causa para esses ocorridos nas escolas, é a falta de discussões sobre a cultura do estupro dentro das salas de aula.

A casa das vítimas é o local onde mais acontecem casos de violência sexual. Segundo ao mesmo relatório do IPEA, a maior parte das ocorrência são com crianças e a segunda maior com adolescentes, feitas na própria residência. Esses dados aumentam ainda mais a importância de conversa entre pais e filhos.

O primeiro passo para uma possível queda de casos de estupro e, consequentemente, um possível fim na cultura do estupro, é romper com a cultura machista, trabalhando isso em casa, nas escolas, e sempre deixando claro que o ato sexual precisa ser consentido, não pode ser imposto. É muito importante também que sejam feitas mais delegacias da mulher com pessoas preparadas e treinadas para receber as vítimas, precisa-se ser pensado em mais formas de denúncias, e por último, uma melhora nas formas de apoio psicológico propostos às vítimas.