É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 19/11/2020
“Estupro é um dos crimes mais terríveis da terra. O problema dos grupos que lidam com o estupro é que eles tentam ensinar às mulheres como se defenderem, mas o que realmente precisa ser feito é ensinar aos homens a não estuprarem”. Esta frase foi dita pelo falecido cantor e compositor Curt Cobain da banda Nirvana. Vivemos no século 21 no qual as mulheres ainda são vítimas deste ato que já acontecia desde a idade média, época na qual as mulheres eram vistam como objetos sexuais ou para cuidar da casa na visão dos homens sendo consideradas inferiores a eles. Já se passaram 1600 anos desde a idade média e este ato é cada vez mais presente em nossa sociedade onde a justiça falha ao condenar os agressores e culpa as mulheres de forma errada.
Recentemente em 2019 a influenciadora e ex-modelo Mariana Ferrer relatou em seu Instagram que foi dopada e em seguida estuprada, no local que ela trabalhava como embaixadora em Florianópolis. No atual ano de 2020, no dia 9 de Outubro o Empresário André de Camargo Aranha que cometeu o ato foi indiciado por estupro De vulnerável e absolvido por falta de provas sendo considerado pelo juiz “estupro culposo” termo que se ampara em algo que não existe e não pode ser usado de argumento em casos de estupro.
Segundo o anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, todos os anos cerca De 50 mil pessoas são vítimas de estupro, dessa vítimas 54% são crianças de 13 anos de idade. Vale lembrar que muitas dessas pessoas não denunciam o crime com medo do que seus agressores possam fazer com elas. Pode acontecer destas vítimas serem abusadas por parentes da família ou até mesmo por namorados, porém quando vão recorrer a ajuda da família elas não dão atenção a vítima pois não acredita que seja verdade.
Conclui-se então que a sociedade banaliza o estupro e culpa a vítima que sofre o estupro. Para reverter essa problemática, através de veículos de comunicação deve-se executar campanhas alertando que estupro acontece quando não se tem consentimento de ambas as partes seja no namoro ou casamento, conscientizando os jovens a respeitar sobre o consentimento, educação sexual e sempre denunciar qualquer tipo de toque que cause desconforto e invada áreas na qual a pessoa não permita.