É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 14/12/2020

Ao avaliar a problemática que envolve o combate à cultura do estupro no Brasil, percebe-se que diariamente há diversos relatos de tentativas de abusos as vítimas.Apesar disso, os esforços do corpo social para  reverter esse cenário parecem insuficientes, já que o número de casos tem aumentado nos últimos anos.As questões estão relacionadas, sobretudo, a cultura machista patriarcal enraizada entre as gerações e o descaso da população sobre esse assunto, resultado em diversas vítimas diariamente.

Mormente, deve-se salientar que devido à cultura patriarcal enraizada na sociedade, o combate à cultura do estupro tem se tornado algo inviável.Nesse viés, tal realidade encontra-se em conformidade com a teoria do sociólogo Pierre Bourdieu, “Habitus”:segundo ele, são padrões de pensamentos e comportamentos enraizados na sociedade entre gerações.Percebe-se, então, que a problemática segue o conceito do pensador, visto que o machismo é o principal motivo da permanência da cultura de estupro no país, pois na cultura patriarcal o sexo masculino é visto como superior e detentor daquilo que quer.Prova disso são dados sociólogicos do site “scielo”, os quais afirmam que 80% dos estupradores alegam ter posse sobre a vítima, mesmo sem nunca ter a visto antes.Dessa maneira, nota-se que a cultura patriarcal contribui para a efetivação da cultura de estupro em território nacional.

Nesse contexto, ressalta-se que, adjunto ao citado, o descaso da população diante de um assunto tão sério, dificulta o combate à cultura de estupro no país.Sob esse prisma, compara-se essa situação com a teoria da filósofa Hannah Arendt, “Banalidade do mal”:de acordo com ela, certas atitudes deixam de ser tratadas como “absurdas” e passam a ser vistas com certa normalidade.Atenta-se,assim, que a questão percorre um caminho semelhante ao do teórico, visto que as vítimas estão cada vez mais vulneráveis às “cantadas” ou comentários que alimentam a cultura de estupro no país.Prova disso são dados do site “otempo”, no Estado de Minas Gerais foram registrados quase 13 casos por dia no ano de 2019, percebendo-se que a sociedade tem normalizado a violência sexual.Dessarte, é notório que o descaso da sociedade também contribui para permanência da cultura do estupro no Brasil.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para o combate à cultura do estupro no país.Para que isso ocorra, cabe à mídia promover o combate a cultura machista,mediante propagandas televisivas em horários nobres, pois assim obtém um alcance maior de pessoas, com a finalidade de amortecer os costumes patriarcais no Brasil.Ademais, cabe também às prefeituras tomarem providências acerca de comentários de mau gosto ou “cantadas”, por meio da utilização da força policial para repudiar esses casos, porque assim garante segurança as vítimas, com a finalidade de mitigar o descaso dessa cultura.Assim, é possível viver em um país justo, coeso e seguro.