É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 21/12/2020

Indubitavelmente seria desejável que a cultura do estupro tivesse um fim. Constata-se, porém, que de acordo com o ActionAid, organização internacional de combate à pobreza, 86% das mulheres brasileiras ouvidas foram assediadas e a dos demais países sofreram o mesmo problema. Diante disso, deve-se analisar como a ineficiência de políticas públicas e o caráter ideológico social provocam a problemática em questão.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a ineficiência de políticas sociais contribui para a cultura do estupro. Isso acontece porque esse problema persiste na sociedade há muito tempo, contudo, a vítima tem medo de se pronunciar ou quando recorre é desamparada ou até mesmo acusada.Logo, aconteceu com a blogueira Mariana Ferrer, a qual foi vítima de estupro por um empresário e este foi inocentado e a vítima culpada e desmoralizada por ter induzido tal crime. Por consequência, é fato que na realidade atual a mulher geralmente não possui voz e o Estado não se manifesta.

Em segunda análise, é fundamental enfatizar que o caráter ideológico é outro fator problema. Nesse sentido, tudo isso é resultado de estereótipos padronizados da sociedade em geral de que a mulher precisa ser heterossexual, precisa satisfazer os desejos do homem e além disso, a sua aparencia física é o que o define. Nesse viés, conforme a diretora da ONU( Organização da Nações Unidas), diz que estupro não é um ato isolado e breve, pois, danifica a carne e a vertebra na memória. À vista disso, temos também os estupros infantis causados pelos próprios familiares e deixando sequelas para o resto da vida nas vítimas. Consequentemente, o estupro não tem justificativa e acontece com qualquer um, até mesmo com uma criança.

Depreende-se, portanto, que a ineficiência de políticas públicas e o caráter ideológico contribuem para a problemática em questão. Sendo assim, cabe ao governo, juntamente com o Ministério dos Direitos Humanos, reavaliar as leis das mulheres com maior vigor. Isso, por meio de palestras e campanhas de cunho educativo para o fim de estereótipos. Além disso, o Ministério da Educação deve trabalhar nas instituições o direito das mulheres, mostrando que todos os seres humanos são iguais independente de gênero. Só assim, será possível acabar com esse preconceito e impondo o verdadeiro valor da mulher na sociedade.