É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 17/03/2021

Na série Reign, é retratada a história da rainha Mary da Escócia, uma mulher que viveu em uma época marcada pela submissão das mulheres em relação aos homens, e como em diversas situações sua sexualidade é vista como fraqueza e vulnerabilidade. Sabe-se que, infelizmente, essa é uma visão comum na sociedade, legitimando a cultura do estupro. Nesse contexto, evidencia-se o patriarcado e a educação sexual ainda não efetiva nas escolas.

Vale ressaltar, de ínicio, a herança história do patriarcalismo como organização social nas sociedades. Desde a colonizacão do Brasil pelos europeus e a formação da identidade brasileira, foi instaurado o modelo de família patriarcal, onde os homens da família eram as figuras mais importantes, enquanto as mulheres eram submissas ao patriarca. Com efeito, esse modelo implica atualmente na desvalorização das mulheres no mercado de trabalho e em casos mais sérios de violência, como o número alarmante de assedios e estrupos no Brasil.

Somado a isso, destaca-se a falta de informação pelas principais vítimas, crianças e jovens, sobre esse assunto. Segundo o ex-presidente da África do Sul, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Logo, a consciência de que essas ações são erradas desde a infância poderá atuar como forma de proteção, além de gerar indíviduos adultos que não vejam essas práticas de forma normalizada.

Evidencia-se, portanto, a problematização da cultura do estupro. Tendo em vista que para melhorar esse problema, é necessário de ínicio que o governo, por meio da implantação da educação sexual nas escolas e a mídia a partir da não objetificação do corpo, principalmente o feminino, em comerciais, revistas e filmes, a fim de colaborar para a formação de uma sociedade informada e defensora do imprescíndivel fim dessa cultura. Assim, a humanidade estará em direção a um mundo mais igual e onde os direitos sejam efetivamente garantidos.