É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 11/03/2021

Na Grécia antiga, na cidade de Athenas, as mulheres eram vistas como desprezíveis e não eram valorizadas, servindo apenas para satisfazer seus maridos e cuidar dos filhos. De maneira analóga, nota-se que ainda hoje no Brasil, essa perspectiva sobre a figura feminina permanece, haja vista que a cultura do estupro vive hodiernamente na sociedade. Assim, torna-se imprescindível avaliar aspectos sociais e governamentais que colaboram com o perpetuamento do viés, sendo necessário alterar essa realidade.

Nesse contexto, convém analisar inicialmente que a cultura do estupro está enraizada na sociedade. Dessa forma, segundo a filósofa Hannah Arendt, uma ação agressiva repetida inumeras vezes torna-se normal. Sendo assim, é notório que essa problemática já é fixada na sociedade e, por conta do descaso social, passou a ser considerada comum, visto que a população não dá a ênfase necessária - ouvindo as vítimas, denunciando os agressores e ensinando as criançãs sobre a importância de respeitarem a comunidade feminina - de modo a amenizar o imbróglio. Dessa maneira, é de suma relevância que encontre a solução desse problema, para que as mulheres possam viver bem, sendo respeitadas, conforme o dilema de Platão, que afirmava que o importante não era viver, mas viver bem.

Em segundo lugar, também é considerável salientar que a incúria governamental corrobora à permanência da cultura do estupro. Nesse sentido, de acordo com a Constituição Federal brasileira de 1988, é dever do Estado grantir o bem-estar social. Todavia, é nítido que essa proposta é falha na prática, uma vez que os governantes negligenciam o sofrimento das mulheres que são abusadas, pois não buscam solucionar o problema, não impondo punições mais rígidas para os agressores e não escutando as vítimas, vindo a colocar a culpa nelas. Nesse âmbito, a população feminina se encontra desamparada, sem o apoio emocional e a segurança, o que faz ela viver com medo.

Portanto, ao se analisar a necessidade de combater à cultura do estupro, torna-se imprescindível uma escapatória para essa problemática. Posto isso, é fundamental uma ação do Ministério da Educação, que deve, por meio de apoio e investimentos governamental, implatar palestras nas escolas com profissionais adequados que falem sobre a cultura do estupro e da importância de acabar com ela, os ensinando do valor da mulher e do dever de protegê-la. Além disso, os governantes devem colocar punições mais rígidas para os agressores, para que seja feita a justiça. Diante disso, espera-se o fim da cultura do estupro e que as mulheres vivam melhor, sem medo, de modo a viver cosoante o pensamento de Platão.