É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 16/09/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, por mais que o combate à cultura do estupro seja tratada para evitar esse problema, ainda assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que a impunidade agrava o cenário e normaliza a violência sexual. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito de não responsabilizar os culpados, bem como a ineficiência do Estado acaba por contribuir com a situação atual

Em primeira análise, sabe-se que uma adolescente de 16 anos, na cidade do Rio de Janeiro, sofreu um estupro coletivo, na qual ganhou destaque internacional. No entanto, as fotos íntimas foram disseminadas, com a tentativa de desqualificar e culpar a vítima. Diante disso, percebe-se como a sociedade impõe que as mulheres provocam essa violação, a partir do modo de se vestir e pelos locais onde frequenta, não responsabilizando os verdadeiros culpados. Por isso, é preciso que o município fortaleça a segurança social, para que o machismo seja tratado de forma séria e garanta a punidade.       Sob um segundo enfoque, de acordo com dados do Anuário Brasileiro, a cada 11 minutos uma mulher sofre violência sexual, mas apenas 1% dos agressores são punidos. Desse modo, é notório como o Estado degrada os direitos humanos, em detrimento de ações incompatíveis com as necessidades, de modo que os prejuízos causados pela cultura do estupro intensifiquem, já que essa situação não é tratada de forma adequada. A princípio, o abuso pode gerar impactos psicológicos, como ansiedade, medo, insegurança, bem como gravidez indesejada e transmissão de doenças. Logo, cabe ao Estado intervir, para que os casos sejam punidos e as vítimas asseguradas.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por profissionais da ala de investigação criminal, para que a sociedade seja amparada pelo sistema de segurança, a fim de monitorar as avenidas, com o intuito de alcançar o agressor facilmente. Além disso, ainda no projeto, deve debater, nas Escolas, a respeito da conscientização sobre esse ato, bem como a importância de denunciar. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.