É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 07/06/2022
Desde a descoberta do Brasil e dos nativos, descritos na carta de achamento de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, a mulher tem seu corpo caracterizado e visto como objeto de prazer. No Brasil contemporâneo, a mulher permanece tendo seu corpo romantizado, o que favorece a cultura do estupro e dificulta sua erradicação. Assim, entre as principais alternativas para diminuir esse problema estão, a educação sexual nas escolas e a superação da repressão dos atos femininos pela sociedade em conjunto com a não normalização da violência contra a mulher. Portanto, é importante preencher tais lacunas para que a cultura do estupro nao seja enraizada na sociedade.
Diante desse contexto, é de suma relevância salientar que a falta de educação sexual desde a infância acarreta ao não compreendimento da romantização do corpo feminino e sobre o ato do abuso, agravando a cultura do estupro. Esse cenário ocorre porque, normalmente crianças abtem do conhecimento de seus orgãos genitais e tomadas por completa igenuidade são abusadas por desconhecerem sobre o ato, visto que o abusador as atrai alegando ser um ato de carinho ou brincadeira. Como consequência a isso, nota-se a necessidade de se implementar o estudo sexual na grade curricular, pois assim as crianças terão dissernimento suficiente para denunciarem e não colaborarem com a disseminação de tais prática. Exemplo claro deste fato é que cerca de 100 crianças e adolescentes de até 14 anos são estrupradas por dia no Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Além disso, a repressão dos atos femininos e a normalização da violência, por parte da sociedade, aliados a objetificação do corpo feminino corroboram para o defloramento da mulher. Isso ocorre em decorrência de comentários que inferiorizam o sexo feminino e tentam justificar atos de estupro, passando a culpa do agressor para a agredida. Um exemplo de tal alegação é o caso Mariana Ferrer que teve fotos ditas “sensuais” expostas pelo advogado de defesa a fim de esclarecer as atitudes de seu cliente, tal caso deixa explícito que a mulher tem sido culpada pelo seu próprio caso, resumida a roupa que estava usando ou a fotos, comprovando que de fato a violência e a objetificação da mulheram foram normali