É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 11/11/2022

No seriado “Os treze porquês”, é passada a história de Hanna, uma adolescente que comete suicídio ao passar por uma série de acontecimentos traumáticos, incluindo um estupro. Contudo, a obra apresentada se faz presente no cenário atual, levando em consideração a cultura do estupro no Brasil, e os malefícios da mesma para a sociedade, aumentando cada dia mais as vítimas dessa prática cruel. Nessa linha, é preciso que estratégias sejam tomadas a fim de alterar essa situação que tem como agravantes o acesso livre à pornografia e a normalização do assédio.

Em primeiro plano, é preciso atentar para o acesso livre e constante de conteúdo pornográfico presente em questão. Por exemplo, de acordo com o portal de notícias G1. globo, 22 milhões de brasileiros consomem pornografia, sendo 76% homens. De maneira análoga a isso, coincidentemente, a parte masculina da população também é a que mais comete crimes de cunho sexual, mostrando como a pornografia influencia diretamente no pensamento e nas ações de pessoas na sociedade. Sendo assim, mostra-se necessário o controle e restrição desse tipo de mídia no meio social, tendo como finalidade a redução dessa cultura apelativa.

Ademais, vale ressaltar também sobre a normalização do assédio vivenciado no cotidiano das mulheres brasileiras. Sob esta perspectiva, conforme o Instituto Patrícia Galvão, 97% das mulheres já foram vítimas de assédio em locais públicos e meios de transporte. Por conseguinte, tal fato demonstra que essa pratica é corriqueira e considerada comum por parte do assediador, que muitas das vezes classifica o ato como um “elogio”. Em virtude disso, uma parcela da população permanece sendo vítima da situação, tendo em mente que, quando mais práticas ilícitas são romantizadas, maior a contribuição para uma cultura desrespeitosa.

Logo, algumas medidas devem ser tomadas a fim de amenizar esta problemática. Portanto, cabe ao governo, agir por meio do Ministério da Justiça (MJ), de modo a intervir e fiscalizar mídias que possam conter conteúdo ilícito, de forma que dificulte seu acesso, e além disso, desenvolver políticas públicas que promovam segurança e elucidem a população sobre as consequências que esta cultura problemática promove. Desse modo, talvez, várias como Hanna possam ser poupadas de um fim tão trágico.