É imprescindível o combate à cultura do estupro

Enviada em 30/03/2024

É notório que a cultura do estupro é um problema que sempre esteve presente na sociedade brasileira. A sociedade patriarcal é um fator que fomenta essa cultura, onde apenas os homens são considerados capazes de conduzir a vida política, moral e econômica dentro de uma família. Diante disso, é possível afirmar que as principais problemáticas desse problema é a objetificação da mulher e a naturalização de casos de abuso.

Ademais, a objetificação da mulher está diretamente ligada a um processo de desumanização, com isso a mulher se torna um objeto de prazer e submissão ao homem. Por exemplo, os antigos comerciais de cerveja tinham como público alvo os homens e nessas propagandas davam enfoque em mulheres seminuas, com roteiros que exploravam sua sexualidade. Apenas em 2015 esse tipo de conteúdo passou a ser considerado machista e desrespeitoso em relação às mulheres que participavam desses comerciais e finalmente foi proibido.

Em julho de 2022, uma mulher foi estuprada durante seu parto no Hospital da Mulher, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O crime ocorreu contra a mulher em seu momento de maior vulnerabilidade, gravado escondido pela equipe médica que já desconfiava do anestesista, de acordo com a CNN Brasil. Esse caso evidencia o quão presente a cultura do estupro é, onde mulheres de todas as idades são vítimas de agressões sexuais e muitas vezes ficam sem silêncio, com medo das consequências que a denúncia pode trazer para sua vida pessoal.

Portanto é imprescindível o combate dessa cultura, mesmo com a Lei Maria da Penha que define a violência doméstica contra a mulher um crime, é de extrema importância que hajam outros meios para esse combate. É necessário da conscientização de crianças dentro de escolas e de casa, para que desde cedo elas possam identificar a violência caso aconteça com ela ou ao redor dela. Além disso, a educação sexual deve estar presente no processo de aprendizado da criança, para que ela tenha noção de consentimento e identificar a violência sexual, tudo isso com a ajuda do Ministério da Educação (MEC) juntamente ao Ministro dos Direitos Humanos. Logo, isso facilitará para que a cultura do estupro seja combatida.