É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 26/03/2024
A cultura do estupro é um fenômeno que está presente em diversas sociedades ao redor do mundo e que se manifesta de diversas formas, seja através de práticas culturais, normas sociais ou comportamentos individuais. Ela se caracteriza pela naturalização da violência sexual contra as mulheres e pela culpabilização das vítimas, criando um ambiente propício para a perpetuação desse tipo de crime.
De início é notório destacar que desde a Antiguidade, em Roma, a sociedade era patriarcal, a mulher tinha o papel de cuidar e educar os filhos, sendo importante apenas na procriação. Além disso, eram excluídas das votações, surgindo assim, a crença da superioridade dos homens. Assim, devido a essas raízes históricas, mesmo na contemporaneidade, com o perfil da mulher independente e o progresso da inserção da mulher no mercado de trabalho, existem ainda os homens regressistas e machistas, que veem na agressão uma forma de terem o comando da relação, ocorrendo inúmeros casos de machismo e, em grande parte, incluindo a violência. Prova disso recai a pesquisa realizada pela Agência Brasil, que consta que em 2023 foram registrados 3.181 casos de violência contra a mulher. Cabe ressaltar comentário que diz que “é como se, a cada 24 horas horas, oito mulheres sofressem com crimes como agressões, torturas, ameaças e ofensas, assédio ou feminicídio.”. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que não apenas o estupro, como diversas outras violência contra a mulher são cometidas diariamente.
Portanto, é necessário um trabalho conjunto entre o poder público, a sociedade civil e as instituições de ensino, visando a educação e conscientização da população sobre a importância do respeito às mulheres e do combate à violência sexual. Além disso é importante fortalecer as políticas de prevenção e atendimento às vítimas de violência sexual, garantindo o acesso a serviços de saúde, assistência social e jurídica de qualidade. É fundamental que as mulheres se sintam seguras para denunciar os casos de estupro e que os agressores sejam responsabilizados pelos seus atos de forma rigorosa, para que haja uma mudança ds percepção da sociedade em relação aos crimes sexuais, combatendo a banalização e impunidade da violência contra as mulheres.