É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 01/04/2024
A cultura do estupro, que nada mais é do que a normalização de objetificações e julgamentos de cunho sexual, não é comumente comentada, contudo, esse assunto tem vindo à tona recentemente, como nas redes sociais, com relatos de pessoas tanto sofrendo com essas práticas, quanto usuários as praticando, problema que gera principalmente aumento nos índices de casos de abuso sexual e taxas de suicídio, e ocorre devido ao machismo e outros estereótipos negativos.
Em primeiro plano, as raízes do machismo estão fortemente presentes na sociedade atual, e uma de suas principais consequências é a ignorância diante de comportamentos sexualmente agressivos que colocam muitas mulheres em situações delicadas e desconfortáveis. Um exemplo disso é a frase do físico Albert Einstein : “É mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito”, que reflete a presença de práticas preconceituosas no cotidiano, e, consequentemente, sua normalização, ocasiões nas quais as vítimas geralmente são mulheres, como : assédio, violência verbal, física, sexual, abusos. Porém, esse impacto não se restringe apenas a isso e pode ser percebido em outras áreas, como taxas de desemprego, por exemplo.
Em segundo plano, atitudes e pensamentos desencadeados pela cultura do estupro geram imagens e estereótipos que, muitas vezes partem do ponto de vista pessoal, e não de algo totalmente verídico, e que, novamente, as vítimas envolvidas são majoritariamente mulheres. Um exemplo é a música “Throw Away”, do rapper Future, música na qual o artista faz claras referências a seu relacionamento tóxico e a culpa é depositada inteiramente em sua parceira, o que também ocorre na música “My Collection”, do mesmo músico, e ambas citam o comportamento da ex-namorada, que mesmo após o término, é julgada com elementos pejorativos e exagerados apenas por se relacionar com outros homens.
Em síntese, o Ministério das Mulheres, com parceria do Ministério da Educação, poderiam elaborar palestras e a abordagem desses temas em salas de aula ou locais públicos, para a diminuição da disseminação de estereótipos machistas, com finalidade de esclarecer e ressaltar a importância do debate de assuntos polêmicos.